Senso crítico: o que é, para que (não) serve

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É com esse questionamento que inicio mais esse textículo.

Desde a mais tenra infância, escutamos nossos pais e nossas mães dizerem que temos de estudar para “ser alguém na vida”, como se nós já não fôssemos alguém ou como se nós só nos tornássemos alguém depois de termos adquirido um diploma universitário. Como menos de 3% da população brasileira consegue entrar na universidade, concluo que vivemos numa nação de indigentes. E é nessa leva que ingressamos nos espaços escolares antes mesmo de deixarmos de usar as fraldas descartáveis, o que “no meu tempo” (nossa, quanto saudosismo nessa frase) era de pano mesmo.

Daí, vamos para o jardim de infância, maternal, pré, prezinho, seja lá qual nome tem agora, depois ingressamos para o ensino fundamental um, em sequência o dois, e por fim, o ensino médio. Pra quem quer (e tem condições, disposição e interesse de) seguir, há a faculdade.

Parece até que nunca pararemos de estudar. E não pararemos mesmo, pelo menos é essa a sensação que tenho. Foi assim que seguiu minha vida escolar, e desde sempre ouvia os professores dizerem que os alunos não gostavam de estudar, não queriam (e ainda não querem) nada com a hora do Brasil (até hoje não entendi muito bem qual a relação de uma coisa com outra) e assim por diante.

Mas será mesmo que os alunos não querem nada com o estudo? Ou são os professores e as professoras que não querem nada com os e as estudantes? Pra que diabos vamos à escola ou à faculdade? Pra passar o tempo, pra não ser obrigada pelo pai ou pela mãe a começar a trabalhar logo cedo, sendo que esse não é o esporte favorito de alguns? Não há uma única alma que queira, de verdade, estudar e enveredar por essa linha por puro prazer, sem ter de fazer nada obrigado? Assusta-me a ideia do contrário, enfim.

Após terminar o ensino médio, levei exatos oito anos para ingressar na faculdade. Tive uma série de contratempos na vida, meu pai e minha mãe se separaram, e eu acabei tendo de assumir a responsabilidade da casa. Tornei-me arrimo de família ainda muito jovem, e pensar em estudar era coisa sofisticada demais pra quem tinha de trabalhar e manter a casa com uma mãe idosa, uma irmã desempregada, parasita e preguiçosa e três sobrinhos menores de idade. Afff, quanta coisa chata tive de contar para que entendam onde quero chegar. Pulemos essa parte.

Pois bem, quando ingressei na faculdade, em 2009, tive um pouco de dificuldade para entender a dinâmica do ensino superior. As demandas eram muitas, como ainda são, e tudo era pra já. O que não havia aprendido em onze, doze anos de vida escolar pregressa, tive de aprender “natoralmente” na faculdade, se é que vocês me entendem. Mas fui lá, encarei, afinal de contas, era aprender ou aprender. Eu não havia prestado vestibular para desistir na primeira etapa. E tentar era a minha única possibilidade. Tentei.

O ritmo era tão acelerado que tudo o que era solicitado tinha de ser feito pra ontem, e com a destreza de um maestro.  Lembro que muitas das colegas haviam acabado de concluir o ensino médio e caído de paraquedas na universidade. Muitos vícios, muitas manias, e muita coisa a ser apreendida em tão pouco tempo.

Logo no primeiro semestre, alguns professores chegaram a afirmar que não sabiam como havíamos entrado num espaço como aquele (elitizado, ainda mais se tratando de universidade pública e federal) sem “saber ler nem escrever”. Houve um caso particular de um professor que sutilmente disse que nós éramos “analfabetas”.  Fiquei estarrecida com tais declarações. Quem não ficaria? Pensar no esforço danado que fiz para estar ali, e vir alguém dizer que eu não sabia ler nem escrever era demais pra mim.

Apesar da acidez na crítica, depois de um tempo entendi, ou melhor, constatei a fala dos (as) professores (as). E eles tinham razão. Éramos oriundos de escola pública. Aquela escola pública que não nos ensina o básico, quem dirá a ler e a pensar. E por conta dessa deficiência, não era de se estranhar que não soubéssemos ler, quiçá escrever. Fui levando.

(Se bem que não é só isso. Esses professores e essas professoras disseram o que disseram porque Pedagogia é um curso altamente desprestigiado e ocupado majoritariamente por mulheres negras, pobres e moradoras de bairros de periferia. Os e as estudantes de medicina, de direito e de engenharia também não são primores; muita gente dessa turma, apesar de ter estudado em boas e caras escolas particulares, são burras e preguiçosas pra cacete, e nem por isso o corpo docente entra esculachando a turma do mesmo jeito que esculacha o pessoal de Pedagogia. Isso me faz lembrar de um de um caso de um conhecido que disse que quando ele era estudante de Estatística da UFBA, havia uma professora que só tirava dúvidas dos queridinhos e das queridinhas dela. Quando essas pessoas levantavam o braço e diziam que não haviam entendido tal assunto, ela saía do lugar dela e pegava no lápis para explicar. Já quando ele dizia que estava com dúvida, ela olhava para a cara dele com o maior desprezo e dizia: “Não entendeu? Vá estudar, pois isso aqui não é segundo grau”.)

Com tudo isso fui tentando superar as tais deficiências de ser oriunda de escola pública, e de ter passado muito tempo sem estudar. Foi cruel. Tive de passar mais tempo do que gostaria tentando absorver de tudo um pouco, sem perder de vista o meu foco na formação acadêmica que prezava.

Leitura e mais leitura. Muitas noites mal dormidas e muitos finais de semana para compensar o atraso. E para além de tudo isso, contava com a ajuda de um parceiro que acompanha (va) todo o meu processo acadêmico formativo, e que sempre me diz (ia) que eu tinha de qualificar minha crítica e estudar mais se quisesse me destacar.

No primeiro momento, quando ouvi-lo dizer “qualifique sua crítica”, me senti ofendida. Logo pensei: “Para que merda estudo tanto? Pra esse cara me dizer que todo esforço de nada tem valido? Que lance é esse de qualificar minha crítica?” Um mar de questionamentos. O caso ficou mais complicado.

Fui atrás dessa qualificação crítica. Pensa que foi fácil? Para tudo o que questionava, ele me sugeria um livro. Podia ser um buraco na parede feito à furadeira. Ele me saltava com um livro que trazia explicações teóricas sobre o tal buraco. Pra vocês entenderem o quão tenso ficou. Já que eu queria qualificar minha formação, tinha de aprender a superar meus próprios limites e estudar. A receita de quase tudo na vida é estudar. Não resolve tudo, mas no mundo acadêmico, boa parte dos meus problemas foi sanada com muito estudo.

Mais adiante, em outro momento na faculdade, lembro como se fosse hoje, de um fato que me ocorreu quando ainda estava no quarto semestre, e numa aula uma professora entrou na sala e trouxe uma provocação sobre o caso Monteiro Lobato, o possível veto pelo MEC por suas obras apresentarem conteúdo de cunho racista, e tal. A professora apresentou a discussão e questionou a turma sobre o conhecimento do caso. Para sua frustração, ninguém, ou quase ninguém, sabia do que ela falava. E em tom de arrogância e pura prepotência, ela gritou aos quatro cantos da sala que era um absurdo as pedagogas não estarem acompanhando a notícia e sequer saberem do que se tratava.

Timidamente, uma colega se manifestou e disse que havia ouvido falar sobre. Tomada a primeira iniciativa, eu pedi a palavra e mostrei meu posicionamento diante do caso, inclusive porque estava acompanhando a discussão, havia lido todas as notas que saíam no jornal e na internet sobre o caso. E ainda afirmei que achava coerente a postura que estava sendo tomada pelo MEC por entender o contexto do acontecido, e que Monteiro Lobato não me representava, bem como não havia feito parte da minha infância. Levantei uma discussão teórica sobre o autor. Ponto

Me lasquei! Foi a gota d’água para a tal professora levantar toda sua fúria e partir em defesa do finado escritor. Ela falou até que se sentiu ofendida porque Lobato fez parte da sua infância e ela não conseguia ver nada do que estavam apontando sobre sua obra.

Minha ousadia foi maior quando retruquei que o fato de ela não ver conteúdos racistas na obra do referido autor e falar de sua obra com um saudosismo afável não minorava o fato. Ou seja, o fato de ela não ver, não queria dizer que nada daquilo não existisse. Como bem disse Ana Maria Gonçalves, “não é sobre você que devemos falar”.

A partir dali, percebi que havia qualificado minha crítica. E havia qualificado tanto, que ao final do semestre na entrega das notas, a tal professora lembrou bem do comentário que eu havia feito na aula sobre Monteiro Lobato, o qual ela tomou pra si, e então se sentiu ofendida, que me deu a nota mínima para ser aprovada na disciplina. Isso porque ela não encontrou argumentos para me reprovar, caso contrário assim o faria.

Depois de então, percebi que esse lance de qualificar crítica é um tanto quanto contraditório. Os mesmos professores que afirmam com veemência que os alunos não gostam de estudar, são desinteressados são os primeiros a vetar a capacidade crítica do estudante. Pode isso?Pensamento Quadrado

Alguns professores têm o mau hábito de dizer que estudantes são preguiçosos, não gostam de estudar e ainda se utilizam da célebre frase “esses meninos não querem nada”. Mas quando aparece um interessado, os mesmos professores são os primeiros a rechaçar a estudante que demonstrou ter adquirido um nível desejado de criticidade. É como se dissessem: “Adquira o tal senso crítico, mas não é para usá-lo contra mim. Pois se você se meter a besta comigo… já sabe. Aqui, o esquema funciona na base do ‘eu mando e você obedece’”.

Aí eu pergunto, pra que porra a gente estuda tanto, adquire o tal do senso crítico (que não vende no mercado)?

Pra sermos rechaçados? Pra o professor nos dar pouco cartaz e desprezar nosso esforço em aprender um determinado conteúdo, que segundo ele, nunca conseguiríamos dominar?

Diziam que eu tinha de qualificar a minha crítica. Pronto. Fui lá e qualifiquei. Essa onda de qualificar a crítica leva mais tempo do que possamos imaginar. Boas horinhas de bundinha na cadeira, mais duas dúzias de boas referências literárias, mas uma centena de documentários auxiliam nesse processo.

Mas volto à pergunta: pra que tudo isso mesmo, hein? Pra vir um professor de não sei das quantas dizer que somos avançados demais e vetar nossa capacidade de construir massa crítica e o direito de questioná-lo?
Quer saber? Se há uma coisa que aprendi no decorrer desse processo de aquisição de conhecimento foi que professor não gosta de aluno que estuda, muito menos o que questiona, pois isso dá muito trabalho. Fá-lo-á remexer coisas que nem ele mesmo lembra que ensinou, e outras que ele nem sabia que existia. Esse ou essa docente terá de reconhecer que não sabe tudo e voltar a estudar, a ler e a se atualizar, e isso é muito cansativo. O que não suporto é essa onda de dizer que aluno não estuda e quando aparece uma fina alma que resolve assim fazer, esse mesmo professor o achaca até ele se esvair numa gota de ignorância que possa surgir.

 Ânsia por conhecimento

Nessa ânsia de aquisição de conhecimento, comecei a participar de muitas atividades (seminários, palestras, mesas-redondas, simpósios, cursos de extensão e tudo mais), pra ver se conseguia agregar o máximo de conhecimento no menor tempo possível. E desde o primeiro semestre que entrei num ritmo frenético de formação continuada. Houve colegas de curso que me chamavam de “caça-eventos”. Ridículo de pensar!

Ano passado, atrelada às atividades da faculdade, resolvi fazer duas formações à distância. E, nesse ano, iniciei mais uma. Quase fiquei louca com tanta formação. Para além das atividades da faculdade, das leituras, dos documentários, havia três cursos de formação. Uffaaa!!! Parecia que não acabaria nunca. Consegui findar uma.

Nessas formações todas que realizo, mantenho um compromisso sério com a excelência. Tento dar o máximo de mim, pois sei que serei cobrada depois. Cedo ou tarde, a cobrança virá. É aquele lance de “quanto mais você oferece, mais será cobrada”. É mais ou menos assim. Tanto que o Escrevivência surgiu de uma atividade acadêmica e uma necessidade urgente de superar uma dificuldade enorme que sentia de escrever. Pensei que se criasse um blog e o alimentasse com uma frequência regular, essa dificuldade tendia a minorar. E foi assim, está minorando. Eu penso.

Certo dia, Roger Pinto disse que os textos que publico no Escrevivência representam a aquisição de musculatura intelectual necessária para a monografia – que, por sinal, está bem próxima.

Conversa com Idelber Avelar

Como falei anteriormente, estou realizando algumas formações à distância, e, numa delas, houve uma proposta de atividade sobre literatura afrobrasileira. Eu não sabia (como ainda não sei) muita coisa sobre o tema. Mas eu tinha de fazer a atividade. Li o material de apoio, busquei fontes que complementassem a leitura e resolvi procurar uma pessoa com cabedal suficiente para me esclarecer mais detalhes sobre o assunto.

Fui atrás de Idelber Avelar, professor titular de literatura da Tulane University, uma pessoa super acessível e conhecedora do assunto que tanto buscava. Conversamos pelo Skype, e ele me esclareceu algumas dúvidas pertinentes à literatura afrobrasileira das quais eu tinha imensa dificuldade de entender por desconhecer o assunto, e pelo fato de muitas pessoas associarem um conceito a outro, e acabarem confundindo, enfim. Além dos esclarecimentos, Idelber Avelar ainda sugeriu, se por acaso eu quisesse enveredar sobre a temática, a coletânea Literatura e Afrodescendência no Brasil: antologia crítica, organizada pelo professor Eduardo Assis Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais, para que pudesse entender melhor e me apropriar mais sobre o assunto. E assim o fiz. Adquiri a coletânea, e foi muito bacana, pois ela me ajudou a fazer a tal atividade do curso de extensão, e servirá a posteriori para estudos mais aprofundados que eu queira seguir.

Perante tanta dúvida e inquietação, Idelber Avelar disse que o que tenho de fazer mesmo é ler, estudar, pegar os livros e buscar os conteúdos, pois assim estarei afiada para um bom debate. Confesso que fiquei empolgada com o conselho que ele havia me dado, pois não tenho feito outra coisa além disso. Senti que estava no caminho certo.

E assim parti para o processo de feitura da atividade. Tanto esforço, tanta busca teria de valer de alguma coisa.

Sabe qual foi meu retorno diante tanta investida? Uma resposta totalmente frustrante da minha tutora ao dizer que a bendita atividade que havia feito sobre literatura afrobrasileira estava “avançada demais”. Putz! Pirei na fita. Juro que por essa não esperava. Como é isso? Me esfalfei toda pra nada? Ou melhor, li “pacacete”, busquei fontes de informação pra ela me dizer “está avançada”! PQP…

Socorro, não estou sentindo nada (…) Socorro, alguma rua que me dê sentido”. Pra que banana eu me esforcei tanto? Esperava o quê? Um comentário do tipo “mais do mesmo”. Difícil processo esse, hein!

Será que se tivesse feito qualquer coisinha ela não aceitaria e ainda diria que estava ótimo? Penso que sim. Aquele lance de que professor não gosta de aluno que estuda, pensa e questiona faz todo sentido aqui.

  

Suprassumo da exigência

Não sei se tô entrando na neura de estudar demais e superar essa merda de ensino que temos, até mesmo na faculdade. Não sei. Só sei que busco um diferencial e pago um preço por isso.

Semana passada, ao realizar outra atividade de outra formação, deparei-me com uma situação extremamente inusitada. Havia uma atividade a ser enviada, mas para isso eu tinha de ler um material de apoio, pois sem fazer isso seria impossível responder a questão. Fui à leitura do material, que fora duramente densa, mas essa leitura fora difícil pelo fato de eu não dominar alguns conteúdos ali abordados, além da leitura ser cartográfica. Tive de fazer um esforço homérico para ler o texto com o Google Maps aberto. Difícil pacas, mas fiz.

No decorrer da leitura, me deparei com alguns erros conceituais, de digitação, e algumas referências a imagens e mapas que não foram inseridas no texto. Só que com o avançar da leitura, os erros ficavam cada vez mais evidentes e grosseiros.

Fiz a atividade e sinalizei ao tutor da minha turma sobre esses erros, que me informou que repassaria “minha queixa” à coordenação do curso. Esperei.

Passou mais de uma semana e nada de retorno. Os demais cursistas realizaram a atividade e foram avaliados, ao tempo que eu ainda estava sem resposta. Até que ontem, resolvi interpelá-lo sobre o assunto. E mais uma vez, mais uma frustração. O tutor me deu uma resposta totalmente evasiva e insensata que não convence nem o criador do conto do vigário.

Fiquei puta da vida. Será que ele não gostou do meu posicionamento em apontar as falhas grosseiras do material de referência no curso produzido por mestres da academia? Dane-se! O mínimo de competência é de se esperar de quem se arvora em produzir um material e indicá-lo numa formação de professores. O que queriam que eu fizesse? Fechasse os olhos e fingisse que não vi nada daquilo? Poupe-me! Se não tem competência, não paga pra ver. Titulação e competência acadêmica são duas coisas completamente distintas.

Atiro com aquele famoso bordão “se num guenta, pra que veio”?

Esse processo construtivo de senso crítico, dominação e apropriação de conhecimento é tenso, porque pensar e fazer pensar incomoda muito mais do que eu imaginava.

Não entendo a razão de aprender a pensar de forma tão crítica sobre as coisas, se posteriormente o direito de questioná-las não será concedido. E quando assim o faço, sou tomada como “cri cri”, “problemática”, “implica com tudo”, “muito crítica” (esse “elogio” já virou meu sobrenome), dentre outros.

Difícil.
Fazer mais do mesmo, isso não me cabe. Não foi para isso que eu estudei (e ainda estudo) tanto.

pressão social

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Uma resposta »

  1. Oh! minha amiga continue com suas criticas elas são muitas construtivas e não leve tudo nos peitos nem sempre agradamos a todos, na verdade é um choque para muitos ver um negro se destacando e fazendo criticas como estão mal acostumados e so querendo nos ver no pé do fogão ou de meras serviçais esquecendo eles que não estamos mais na escravidão e na ditadura e como dizia nosso filósofo Socrátes somos seres pensantes.
    Vá em frente minha futura Pedagoga escritora, beijos me orgulho muito de ti.

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