Perguntaram-me se gostava de música. Ao que respondi…

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Certo dia, numa conversa prosaica com uma pessoa, falávamos sobre diversão, viagens e coisas prazerosas na vida, quando ela disse que recentemente fez uma viagem a um determinado lugar, que agora me fugiu da memória, e ouviu uma música de Chico César. Então, lembrou que há exatos dez anos, em 2003, fez uma viagem para o mesmo lugar e ouviu a mesma música, e de repente, bateu aquela saudade de viajar e ouvir a música de novo. Coincidência, não? Ele só soube que a sensação foi imensamente prazerosa ao lembrar o acontecido. E afirmou que fazer viagens é algo que lhe proporciona imenso prazer.

Até aqui, tudo bem. A tal pessoa olhou pra mim subitamente e perguntou se eu curtia Chico César. Eu, como não acompanho a carreira deste artista, e por isso não conheço as suas obras, afirmei que a única canção que ouvi muito vagamente e conhecia pelo refrão era Mama África, a minha mãe… De fato, isso é tudo que sei sobre Chico César. Não que ele seja um artista pouco interessante. Na verdade, eu nunca tive o menor interesse em saber o que ele faz. Sei lá!

A cara de espanto que essa criatura fez foi imensamente indescritível nas linhas desse textículo que aqui exponho. Era do tipo “Como assim? Você não conhece Chico César?!” Após a expressão assombrosa diante à minha resposta, veio a pergunta rápida e caricata de quem olha e não vê me mim uma pessoa que aprecia muito mais do que se possa imaginar (riso irônico): “Você gosta de música?” Ao que respondi: depende. Se gostar de música for ouvir Robyssão no último volume dizendo que o “poder está na tcheca”, a resposta é não. Eu não gosto de música.

Imediatamente a conversa ganhou outro viés e findou.

Adoro quando isso acontece, porque as pessoas tem mania de julgar as outras pela aparência. Eu, preta, com essa cara de ralé, não gosto de música, ou melhor, não conheço o que é música. E isso ficou extremamente nítido na pergunta da pessoa com quem proseava. A prepotência humana é imensamente infeliz nesse aspecto.

Era óbvio que uma pessoa da minha estirpe não sabia apreciar Chico César, imagino que tenha pensado. Se não conhece Chico, é melhor nem falar de Tom Jobim, Gal Costa, Elis Regina e congêneres.

Pois é, o que essa pessoa não sabe, e nem vai saber (pelo menos no que depender de mim), que falar das coisas que aprecio é algo que não costumo fazer, a não ser entre amigos, o que não era o caso. Aliás, falar da minha vida e dos aspectos peculiares que a circundam é coisa que não faço com qualquer pessoa.

O que sei é que não curto Chico César. Ou não tive o interesse de querer ouvir o que ele canta. O que sei é que nada sei – alguém disse isso, só não lembro quem.

Curto mesmo é John Coltrane, Thelonious Monk, Louis Armstrong, Maria Rita (meu porre ultimamente), John Legend (amoooooo), Miles Davis, Rappin’ Hood, José James, Wilson Simonal, Victor Wooten, Seu Jorge, Péricles (minha Galinha Pintadinha, como bem disse Roger Pinto), Sade, Tracy Chapman, Whitney Houston, Pedro Mariano, César Camargo, Juliana Ribeiro, Jackson Five, James Brown, ABBA, Michael Bublé, Joss Stone, Amy Winehouse (a falecida tinha uma voz deliciosa e totalmente jazzística), The Temptations, Bezerra da Silva, Arlindo Cruz, Fernanda Takai (tem uma voz suave e aconchegante que gosto muito), Sam Hop (Açaí Granola é uma música fantástica! Eu só me lembro da Feira de São Joaquim quando ouço).

Deu pro gasto? Isso foi só o que lembrei que há na minha humilde discoteca virtual!

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