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Bonde das Maravilhas, a sexualidade da mulher negra e a hipocrisia nossa de cada dia

17 mai

Há algum tempo, tenho visto algumas repercussões nas redes sociais extremamente ofensivas e incômodas em relação a um grupo de jovens dançarinas do Rio de Janeiro, o chamado Bonde das Maravilhas. As meninas, adolescentes na faixa dos 13 aos 20 anos de idade, vieram a público mostrar o inacreditável. Danças tão cheias de contorcionismos que confesso que a primeira vez que assisti ao vídeo, julguei ser humanamente impossível se equilibrar na nuca para dançar. Tanto que vi outras vezes e, boquiaberta, não conseguia crer, enfim.

Mas o que tem causado tanta polêmica, se assim posso dizer, na mídia, não são os contorcionismos dançantes que as meninas do Bonde das Maravilhas apresentam ao seu público, e sim a estranheza social de ver garotas jovens, bonitas, negras e periféricas dançando e cantando de modo tão singular.

Fiquei a me perguntar por que o ataque ao grupo tem sido tão severo. Por que essa antipatia mordaz às garotas?Bonde do Recalque

Revirei e retirei do fundo do baú alguns grupos que fizeram sucesso com danças sinônimas ao do Bonde, o que não foi tão necessário, pois temos mulheres que dançam funk e põe seus bumbuns pra cima sem causar maiores estranhamentos por parte do público hoje. Mas creio que vale a pena relembrar de alguns.

Suponho que muitos ainda se lembrem do grupo É o Tchan!. O grupo ganhou fama e notoriedade em meados da década de 1990 com danças tão “insinuantes” e “pornográficas” executadas pelas dançarinas Carla Perez e Scheila Carvalho quanto as do Bonde das Maravilhas.

As dançarinas do É o Tchan! seguravam e amarravam o tchan ao seu bel prazer, e nem por isso ninguém as levou ao ministério público. Lembro que Gugu Liberato, no seu antigo programa Domingo Legal, explorou bastante a imagem do grupo e ainda criou um quadro chamado “Banheira do Gugu”, em que mulheres ficavam praticamente nuas em rede nacional e num horário em que as crianças ainda estavam na sala.

Até aqui, ninguém disse nada. Por que será? Perceberam a diferença?

Há também um grupo mais recente de funk, também do Rio de Janeiro, chamado Gaiola das Popozudas, formado só por mulheres e liderado pela funkeira Valesca Popozuda, que trazem a público ritmos dançantes e eivados de insinuações – do tipo “balança o rabo” e “late que eu tô passando” – e nem por isso caiu no desgosto popular. As garotas do referido grupo são mulheres brancas. Elas trazem consigo o patrimônio da cor, o que por si só é um fator extremamente favorável na busca pelos quinze minutos de fama na mídia.

Ah, tem mais uma figurinha cativa. Lembram-se da Gretchen? Lembram o sucesso que ela fez na década de 1980 com o Conga Conga, que inclusive a atual novela das nove remasterizou para a personagem de sua filha, Thammy Miranda? Pois bem, Gretchen ganhou fama e notoriedade com danças insinuantes para a época (afinal, estávamos falando de década de 1980, período em que o Brasil vivia os momentos finais da ditadura). E como os purismos do século XXI condenam o Bonde das Maravilhas, esse é um aspecto que vale lembrar. Não só fama e notoriedade na mídia alavancaram a carreira da cantora e dançarina Gretchen, assim como ela ganhou prêmios e mais prêmios com essa dancinha insinuante e com sonoplastia puramente sexy hot, porque era assim que Gretchen cantava. Parecia que estava gozando!Quadradinho e gravidez

Não condeno nenhuma dessas cantoras e/ou dançarinas. Só parto do princípio que minha mãe desde cedo me ensinou: “o pau que dá em Chico tem de ser o mesmo que dá em Francisco”. Se for pra escrachar tem de ser geral, e não fazer o que essa mídia podre e asquerosa está fazendo, dando de cacetada no grupo do Bonde das Maravilhas. E o pior de tudo, é a participação popular de uma gentinha hipócrita nas redes sociais.

E pra não dizer que sou insuportável (porque sou mesmo), a mídia tem jogado pra debaixo do tapete as Panicats, assistentes de palco do Programa Pânico na TV.

Isso sem contar a Anitta, outra jovem cantora de funk que largou a faculdade de administração e um estágio numa transnacional pra seguir seu sonho de virar artista e ficar famosa. Aos vinte anos, ela é sucesso nacional. Sua trajetória artística e história de vida ganharam os louros da Rede Globo, exibido naquela medíocre revista eletrônica semanal.Quadradinho

Ah! E ela sabe dançar o quadradinho, só não o faz, pois tem de parecer fina. Quer dizer que Anitta largou a faculdade pra seguir um sonho de menina, ao tempo que as que são malhadas atualmente são piriguetes, burras e futuras prenhas solteiras? Muito bom. Adoro o contexto em que Anitta se insere, frente à análise que a mídia perfaz.

Difícil levantar esse debate sem trazer à tona os aspectos sociais e raciais imbricados nesse bojo teórico reflexivo que envolve o Bonde das Maravilhas.

Não há como não falar da sexualidade da mulher negra sem atentar aos detalhes sutis que emanam dos ataques ao grupo nas redes sociais. Pois, falar que fazer o quadradinho de oito traz como consequência direta uma barriguinha de nove é o extremo do julgamento que se possa deliberar sobre mulheres jovens negras e moradoras de periferia.

Quadradinho de Grávidas

Afinal, só mulher preta e pobre transa casualmente e engravida nesse país, e ainda por cima tem o sacrilégio de tornar-se mãe solteira? As brancas de classe média e de boas famílias também fazem isso, oras!! Maria Rita, a filha da saudosa musa Elis Regina, transou casualmente sem o menor compromisso que uma mulher branca do nível social que ela representa possa “merecer”, e engravidou duas vezes, diga-se de passagem, de homens diferentes.

Volto à pergunta. Por que ninguém malha Maria Rita? Porque ela é branca, rica, canta MPB e não mora na favela? Ah, e mais, porque fora alfabetizada? Sim, porque fazer quadradinho de oito é impossível já que se fosse quadradinho de oito não seria quadradinho e sim octógono. Total coisa de quem não concluiu sequer o ensino primário. Não é o que proferem por aí? Ou só eu que estou vendo?

Quadradinho Octógono

Ou melhor, as meninas do Bonde “emprenham” cedo porque o único destino de meninas pretas, pobres e faveladas é “abrir o rabo pra parir”, ao tempo que branquinhas de classe média alta, ricas e famosas enfileiram um filho atrás do outro e muitas vezes são mães solteiras porque curtem uma “produção independente”, ou até mesmo porque “são férteis”. Faça-me o favor!

Mulheres brancas de classe média têm filhos “do primeiro e do segundo relacionamentos”. Mulheres pretas e faveladas têm filhos “com um e com outro”. Já perceberam isso?Educação Digna x Quadradinho de oito

Se for pra jogar na masmorra o Bonde das Maravilhas, tratemos de assegurar o mesmo valhacouto para todas as outras que as antecederam nesse processo provocativo e pornográfico.

Não estou deste modo a defender as representações pejorativas que possam surgirBonde das Analfabetas desse movimento musical e a representação que a mulher negra, por sua vez, está cerceada. Só defendo o direito dessa mesma mulher negra não ser condenada por suscitar ações que outras mulheres brancas, ricas e com formação escolar reproduzem sem passar pelo mesmo crivo midiático ao qual se expõe.

No mais, creio que muito ainda se tem para discutir. Isso aqui é só uma provocação.

 
169 Comentários

Publicado por em 17/05/2013 em Publicações

 

169 Respostas para “Bonde das Maravilhas, a sexualidade da mulher negra e a hipocrisia nossa de cada dia

  1. izabell

    02/11/2013 at 21:43

    olha, ñ é só as pobres e negras qu aparece d barriga ñ viu, tm um mont d filinha d papai q aparece é cedo d barriga, o pobre é um povo digno . Funk é cultura …

     
  2. Juliana

    20/10/2013 at 08:44

    Na verdade, o Brasil já vem sendo uma merda há anos… E agora vem os lindo(a)s querem botar defeito nas meninas. Eu não ponho defeitos em ninguém, por não saber os problemas do cotididiano delas! Por que lhe garanto: Se elas tivessem dinheiro, com certeza não estariam fazendo este tipo de música! Bjos*

     
  3. marchadasvadiasbs

    18/10/2013 at 08:16

     
  4. os

    19/09/2013 at 13:36

    Promiscuidade, grosseria, violência, mal gosto, feiúra, mentalidade de favelado, sempre existiram e existirão no brasil, agora a hipocrisia do politicamente correto, e sim, a influência dos negros é grandemente responsável por este fardo que todos os brasileiros carregam. Resta agora deixar de lado a hipocrisia. Favela tem muita gente boa, religiosa e trabalhadora, mas tem muita gente ruim , sim, e muitos negros sao mesmo maus e atrasados, basta ver o que fazem as elites na áfrica atualmente. Se eu tenho um defeito, ou meus pais ou país, tenho que ter humildade e assumir, e corrigir minhas falhas de caráter. Ou porque gosto do indio vou admirar a violencia e o canibalismo, somente porque esta na moda exarcebar a ligação à natureza ? Se as pessoas sao pardas ou negras, ou faveladas, tem que usar isso como desculpa para toda porcaria que fizerem?

     
    • Vinícius Lima

      25/09/2013 at 18:34

      Existem pessoas ruins em todo lugar. Nos condomínios de luxo, tb existem pessoas honestas e trabalhadoras, mas lá, tb tem pessoas ruins e atrasadas! Basta ver a forma como tratam o próximo, achando que dinheiro é tudo, que por terem um poder aquisitivo mais alto, podem pisar nas pessoas! O problema não tá no branco, negro, pardo índio… Está no ser humano, que é podre por natureza. O negro é culpado pelo “politicamente correto” ou a sociedade que sente necessidade de se retratar por anos de preconceitos? Na minha opinião, aplaudir qualquer coisa que um negro faça, é babaquice. Quem é bom, é bom! Seja negro, branco, índio ou outros caralhos. Não é o caso dessas meninas, pq elas são ruins artisticamente.

       
      • Miguel

        25/09/2013 at 20:07

        CONCORDO COM O VINÍCIUS LIMA! não sou branco, e ultimamente não vejo nenhuma arte criativa nem no branco e nem no negro…. é pagodin meu amor pra cá e dupla sertaneja de merda pra lá! não vejo Milton nascimento e o D´javan mais… A música sertaneja autentica não toca nas Fms… existem pessoas independente da raça com muita arte e criatividade, mas só vamos encontra-los no UNDERGROUND! FORA DA MÍDA! E também existe muita gente burrinha na classe média! entra em uma academia e converse com uma dessas patricinhas ou um desses bombadinhos que não aguantam com um saco de cimento hehe vcs com certeza não irão ouvir nada de interessante da boca dessa gente consumista!
        e fora os traficantes de alto nível que moram na barra e zona sul do Rio de janeura… as vezes a polícia pega um de bode expiatório para mostrar que estão trabalhando ou para dar notícia na mídia sensacionalista. O Datena é que gosta hehe
        quanto a essas meninas elas são ruins demais! e vc que escreveu esse blog vc deixaria as suas filhas dançarem em um grupo como esse, com pouquíssimas roupas e exagerando na sensualidade?
        essa cultura de funk carioca em nada favorece o negro e o branco pobre nas favelas, e sim enriquecem DJs e donos de casas noturnas do asfalto!

         
  5. Manuel A.Sebastião

    14/09/2013 at 21:49

    Quem planta colhe, o porque desta minha parabola é que em 1979 atriz brasileira Gloria Pires em plena TV brasileira fez a telenovela a Cabocla ela nasceu em 1963 teve na altura 16 anos fez senas de Beijos, Amoços, ate de sexo, com um adulto, ninguem disse nada e ninguem fez nada ainda no mesmo ano ela casou-se com o mesmo adulto, eu pergunto que realizou aquele casamento? quem outorizou aquele casamento? isto é crime. e muitos que hoje querem criticar as Bonde das Maravilhas aplaudiram tais senas. É verdade que não cocordo com as tais coisas mais não posso apontar o dedo nelas porque elas coitadas também já nasceram no meu disto tudo, para se dar solução disto não é levar uns a justiça e os promotores de tais enfluencia ficam de fora e bem sucedidos na vida com tudo de bom, que isto então a final. antes de fazerem qualquer coisa, param, pensam e analisam, o que a juventude faz hoje as vezes é resultado dáquilo que o adulto fez no passado.deixem de apontar esse vossos dedos duros as meninas e pensam numa boa solução para o país.

     
    • Camila Canholato

      17/09/2013 at 20:03

      Caro Manuel A. Sebastião, as Cenas (com C) foram insinuações, os amaSSos (com SS) e os beijos não foram explicitamente sexuais e sim, como eu disse anteriormente, insinuações. E daí se ela se casou? A Autorização (com A) com toda certeza partiu dos pais dela, já que menores de 18 anos não possuíam ou ainda não possuem permissão de casar sem autorização por escrito dos pais. Acredito que se verificar, seguindo a linha do seu comentário, há muitos criminosos até mesmo em sua família, já que até a década de 90 era comum jovens menores de 18 anos se casarem… Não acredito que, segundo suas próprias palavras, “elas já nasceram no meIO disso tudo” porque todos podem fazer escolhas, elas poderiam escolher estudar e fazer um futuro diferente… Aqui as pessoas não etão apontando os “dedos duros” para as meninas em si, meu caro, estão apontando o dedo para situação vulgar e promiscua a qual elas se encontram. A justiça tem que ser acionada SIM! São menores de idade! Menores de 16 anos! Onde estão os pais dessas crianças? Estão achando lindo suas filhas se expondo SEXUALMENTE, encenando cenas de sexo e muitas vezes quase o praticando no palco! O senhor acredita que isso é correto? Se tivesse uma filha gostaria de vê-la nessa situação humilhante? Gostaria de vê-la sendo tratada como um objeto sexual, como um pedaço de carne que um animal qualquer come e larga depois? Acredito que não…

       
  6. emerson wagner nunes freire

    12/09/2013 at 01:09

    esta tudo no controle de DEUS

     
  7. katherine

    31/08/2013 at 16:03

    Paula, concordo com o seu texto, mas deixo uma observação quanto ao fato do grupo Bonde das Maravilhas estar sob investigação do Ministério Público, isso se deve à denúncia do Conselho Tutelar por violação do ECA, já que a maioria das integrantes é menor de idade. Particularmente acho deplorável a forma como estas meninas e todas as que você citou – que foram aceitas, aplaudidas, seguidas e copiadas – são exploradas pela indústria do sexo.

     
    • Miguel

      31/08/2013 at 20:38

      CONCORDO COM A KATHERINE! Paula, vejo que vc é uma mulher inteligente, mas não tem a mesma visão que a nossa. A questão não é racismo! é a idade delas que está em foco… Eu duvido que vc deixa as suas filhas frequentar baile funks e vestida desse jeito…. bom se elas já tem mais de 18 anos a lei não proíbe… para as classes menos esclarecidas e não cristãs esse comportamento é normal! aqui no subúrbio e nas favelas próximas as garotas negras e pobres com menos de 15 anos dançam e cantam músicas falando de sexo e palavrões, e as mães aplaudem… isso é normal Paula? vc é militante do PSOL OU PT? bom isso não faz diferença, a maioria dos políticos aqui no Rio de janeiro apoiam o funk carioca! o por que eles apoiam isso tanto quanto vc? já postei esse assunto aqui, e acho que nem preciso falar mais nada.

       
  8. Israel

    27/08/2013 at 15:09

    Lembrando que tem muitos riquinhos filhinhos de papai que são racistas, que NÃO gostam de gente negra e escutam funk no fundo do carro TANTO de Anitta, quanto de Bonde das maravilhas, quanto de negros, brancos, amarelos, pardos, roxos e o fato de gostarem de Bonde também não os faz menos ou mais racistas hein. Só acrescentando.

     
  9. Miguel

    26/08/2013 at 18:49

    gostei do seu comentário, ISRAEL! TODOS que são a favor desses grupinhos sem conteúdos, são os principais racista! por que a direita e a esquerda desse tal de MARCEL FROUXO DO PSOL legalizaram o funk carioca? é de interesse do sistema manter negros e pobres na ignorância!!! assim é mais fácil de controla-los! vocês já reparam que quanto mais carente mais barulhenta as pessoas são? tenho um amigo descendente de angolano que morava em uma dessas comunidades (favela) do Rio de janeiro, que teve que sair da região porque não dava para estudar com aquele funk, pagode e forró as alturas! acordavam ouvindo a FM O DIA, E DORMIAM COM A NATIVA! FUNK, PAGODE, FUNK PAGODE, FUNK PAGODE… JÁ REPARAM QUE AS PESSOAS QUE GOSTA DE BLUES. ROCK, JAZZ, METAL E MPB NÃO OUVEM MÚSICA NESSA ALTURA E RESPEITAM OS OUVIDOS DOS OUTROS? SEM SILÊNCIO NÃO HÁ APRENDIZADO! E digo mais, esse funk carioca nada tem haver com o negro, isso é coisa de gente carente de conhecimentos musicais e culturais. Isso não é o funk legitimo! pesquisem a respeito disso…
    não sabia que quem não gosta de funk carioca é racista rs meu amigo está cheio de playboy racista no Rio que ouvem essas porcarias no carrinho importado do papai. Infelizmente enquanto não houver uma revolução cultural nas favelas eles sempre serão assim! uma que cultura de comunidade é muito festeira, e seus filhos se apegam menos aos livros comparando com a classe média, muita brincadeira (bola, soltar pipa e outras) enquanto no recesso da escola os adolescente das classes mais elevadas estão estudando! nisso a classe média já está em vantagem! vejo a classe média levando seus filhos de 5 a 8 anos nas livrarias para ter o abito da leitura… e aqui vejo pais levando filhos para a escola de samba para aprender a sambar e virar mestre sala…
    isso não é uma questão cultural, é uma imposição cultural! assim eles dominam essa gente através da cultura popular. Eu moro no subúrbio e vejo que os negros mais esclarecidos e que ascenderam são os que não adotaram essa cultura de massa! digo quem mora em favela e tem filhos pequenos, criem eles longe dessa cultura convencional de comunidade, afastando eles do funk, comprem livros infantis para eles, dê outro gênero musical para eles ouvirem…. mas fica difícil se os pais são carentes culturais! funk em comunidade a maioria das vezes é chamarisco para o crime! pergunte se um traficante é contra o funk carioca…e pegar novinhas agora é normal.. depois querem condenar os pedófilos… gente hipócrita!!!!!!!!

     
  10. Israel

    26/08/2013 at 15:04

    Engraçado que teve gente que cita Birtney Spears como ícone de vulgaridade, dizendo que ela não foi esculachada.

    Não concordo com o texto, acho que não tem nenhum teor de preconceito racial em relação as meninas.

    O que incomoda o público é a escassez de conteúdo produtivo da música, e o fato de serem CRIANÇAS coreografando sobre músicas PORNOGRÁFICAS. “Ah mas não tem nada a ver”, então jogue sua filha de 13 anos seja negra ou branca, pra ficar dançando de maneira vulgar no meio de um baile funk.

    Britney Spears antes dos 16 dançava de maneira vulgar com trejeitos eróticos. A imprensa caiu em cima, paparazzis não paravam de inventar boatos, e a pobre coitada foi boicotada de todas as maneiras possíveis.

    Miley Cirus também com suas apresentações eróticas está sendo SUPER criticada por toda imprensa, e até os seus próprios fãs. Todo mundo tá caindo em cima dela, até os próprios famosos.

    Demi Lovato apelando pra ícones sexuais em apresentações ao vivo foi fortemente criticada, fato que a fez mudar praticamente todas as suas coreografias e apresentações.

    E todas as 3 eram brancas.

    Sandy e Junior começaram suas carreiras pelos 5 anos de idade, mas sempre mantiveram seus estudos intactos, e não produziam musicas de apelo erótico antes dos 18 – e acho que nunca chegaram a produzir. E por eles serem brancos não podem ser exemplo pra essas meninas?

    Além de denegrir a imagem brasileira, vocês estão sendo hipócritas ao falar que só pelo fato delas serem negras estão sendo criticadas. Se parar pra pensar isso ofende até pessoas de cor. Tanto brancos e negros estão sujeitos a críticas, e a julgar pelo caminho que elas estão trilhando elas vão receber muitas.

    PS: Eu sou negro, e curtia funk.

     
    • wellington

      27/08/2013 at 13:04

      Bela resposta Israel, tudo que eu queria falar mas não pensei no momento.

       
  11. keli

    26/08/2013 at 12:21

    tarados

     
  12. Pingback: C O O LTURA
  13. Ingrid

    17/08/2013 at 22:27

    Olha eu concordo plenamente com o texto se e pra julgar o bonde vamo julgar geral essas imagens são muito ofensivas ao bonde das maravilhas elas tem um sonho e correram atrás concordo as meninas são de menor menos a kaytlin e a Karol mas quem manda nessas garotas são as mães delas se elas deixaram elas dançarem e deram todo o apoio possível para irem a frente não e da conta de ninguém se elas fazem tatuagem se elas colocam piercing se elas engravidar e problema delas!!!! Funk e cultura desde que me entendo por gente elas só estão dando continuidade há isso!!!!! Essa e a minha opinião esperem que respeitem e entendam

     
  14. Fausto

    17/08/2013 at 19:31

    Não se trata de uma comparação das categorias nos quais eu ou você encaixamos essas meninas. Não importa, nessa discussão, se eu gosto de funk ou não, se eu sei fazer quadradinho de 8 ou não. Não importa se eu repudio o Bonde das Maravilhas tanto quanto repudio outros grupos de funk. Por favor, sai desse seu mundo onde a sua opinião a respeito da música é a opinião certa – eu sei que você acha isso e sei também que você se defende no fato de a maioria das pessoas “espertas” que você conhece também não gosta do Bonde. A questão não é defender a música ou discutir a qualidade estética do som, a afinação das meninas ou a escolaridade delas. A questão é o tratamento diferencial que é dado a esse grupo pela MÍDIA. Entendeu? Vou repetir, a MÍDIA, essas “revistas eletrônicas semanais”, está tratando de maneira diferente esse grupo dos demais. Entendeu? (a MÍDIA) Bom, se você acompanhou até aqui podemos dar mais um passo: se a MÍDIA trata o grupo de maneira diferente vocês que assistem e reproduzem seu discurso também tratarão esse grupo de maneira diferente. Entendeu? Não? Releia.
    Defender seu argumento, ou melhor, defender o tratamento diferencial que está sendo dado para esse grupo dizendo que são meninas novas, que as danças são apelativas e que fazem alusões explícitas ao sexo e à pornografia é só mais uma reprodução de um argumento pronto jogado no seu colo. Quantos exemplos não conseguimos encontrar de crianças que fazem esse tipo de coisa? ou coisa parecida? (calma! eu sei que você está incomodado com o texto, mas não adianta dizer que eu estou defendendo a exploração mercantil das crianças e da apelação ao sexo – eu sou contra, mas se você prestou atenção no que leu o assunto não é esse. E é tão típico de quem não quer reconhecer o erro tentar desvirtuar a discussão puxando um gancho fictício no meu discurso)
    A discussão é sobre o tratamento diferencial que é dado a esse grupo. Se eles são tratados de maneira diferente é porque devem apresentar alguma diferença dos demais grupos, não? Pois apresentam mesmo! São negras. E tratá-las de maneira diferenciada só por causa disso é estupidez… ops! quero dizer: racismo.

    Parabéns pelo texto Paula, está ´muito bem escrito e claro.

     
  15. Ana

    16/08/2013 at 12:11

    Acho que as grandes questões são a feiura e a pobreza (o preconceito racial e a sexualidade estão presentes, mas não acredito que sejam os elementos principais). A sociedade brasileira é muito cruel com os feios e os pobres. Uma mulher pobre e bonita é socialmente mais aceita que uma mulher pobre e feia, ainda vivemos em um mundo machista em que (para as mulheres) ” a beleza é fundamental”. Existe a ideia de que se a mulher é feia, ela deve ter dinheiro ou inteligência para compensar.Para a maioria das pessoas, essas garotas não estão dentro do padrão de beleza, de inteligência ou socioeconômico exigidos para serem respeitadas.Eu sei que é lamentável, mas é assim que muitas pessoas pensam. Existem mulheres de periferia e mulheres negras muito bonitas, essas meninas definitivamente não são “bonitas” (pelo menos não aos olhos da maioria) apesar de você afirmar ao contrário (não sei se por gosto ou militância).

     
    • Rogério Santos

      16/08/2013 at 14:03

      E o que é uma mulher “feia” e uma mulher “bonita”? Quais são os critérios que determinam quem é feia e quem é bonita? Ou melhor, quem tem o direito de sair por aí colocando indiscriminadamente o dedo na cara das mulheres e sentenciando umas de “feias” e outras de “bonitas”?

      De onde vem essas classificações? Paula Libence, autora deste blog, escreveu um texto muito bom que nos ajuda muito a entender essas questões. Confira, se quiser: http://escrevivencia.wordpress.com/2012/01/15/meu-cabelo-o-racismo-e-o-mito-da-caverna/

      A série Racismo e Normalidade, de autoria de Alex Castro, também é bastante elucidativa. Aqui está: http://papodehomem.com.br/tag/racismo-e-normalidade/

      Por fim, indico o livro O Mito da Beleza, escrito por Naomi Wolff, em que ela mostra, dentre outras coisas, como esse ideal de beleza foi criado especificamente para aprisionar as mulheres. Se quiser, clique em http://brasil.indymedia.org/media/2007/01//370737.pdf e confira.

      Acho que está de bom tamanho.

       
      • Fausto

        17/08/2013 at 19:33

        Ótimas referências! Obrigado

         
  16. Rogério Santos

    15/08/2013 at 13:23

    Oie, gente!!!

    Extra! Extra! O Bonde das Maravilhas acabou de lançar coreografia nova. Depois do sucesso retumbante do Quadradinho de Oito, está no ar o Quadradinho da Borboleta. Elas estão se especializando cada vez mais nos contorcionismos – e em deixar os e as moralistas de plantão putinhas de raiva, é claro.

    Confiram, se quiserem, e continuem falando mal à vontade. Tudo indica que elas estão cagando para quem fala mal delas. A trupe até aumentou. Entrou mais uma integrante para reforçar o elenco.

    Aqui está:

     
  17. Tie

    15/08/2013 at 11:05

    sou obrigada a discordar de você quando você diz que a Gaiola das Popozudas não é recriminada por ter um “visual higienizado”, tenha em vista a repercussão da tese que será escrita sobre Feminismo e Funk e o comentário feito pela Sheherazade, A opressão ao Funk já vem antes mesmo de saber a cara de quem se está cantando, por que é som de preto e de favelado (mas quando toca ninguém fica parado õ//). Acho que a Anitta se safa mais por soar pop do que por sua imagem. Já que acho que a sua imagem só veio a ser conhecida depois que já passou o preconceito da música. Se as Poderosas estivessem dançando ao som do pancadão mesmo, acho q ela poderia ser loirinha de olho azul, como a classe média sofredora gosta, que ela ainda assim não seria aceita no mainstream.

     
    • Tie

      15/08/2013 at 11:09

      vide comentário de ”wellington” em 13/08/2013 às 04:02

       
  18. Sybylla

    12/08/2013 at 08:47

    wellington:

    “Apoio essa putaria”. Queria saber em que momento eu falei algo assim. Se você acha que é putaria, bem, problema seu. Você tem problema para ler? Deixa eu pegar seu comentário então:

    “Depois que um maníaco pega e estrupa, ou um cara chega querendo bulinar aí vai querer seus direitos, com essa música aí da pra resumir todo o funk” <~~~~~~ Cultura do estupro, vê se aprende logo e para de vomitar merda.

    Cultura não é só o que você gosta. Sim, eu vi o vídeo, não danço desse jeito, tampouco gosto do ritmo. Mas de novo, cultura não é só o que eu gosto. O que elas fizeram pra você ter um discurso de ódio desse jeito? Sua religião não permite, você não curte? Então pra que se preocupar com isso?

    Não valem o feijão que comem por que? Por que você não gostou e se sentiu ofendidinho com o vídeo? De novo, repetindo, again, cultura não é só o que você gosta. Seria interessante você parar de cagar regra sobre os outros e deixar de ser preconceituoso.

    Eu não preciso ensinar nada às minhas parentes, pois elas bem sabem que roupa, lugar, música, comportamento, cor, não IMPORTAM, pois estupro é sempre culpa do estuprador. Você é tão negligente em suas palavras que diz que "não, eu não falei que é certo estuprar" sendo que no seu comentário hipócrita e de caga-regra você deixa bem claro que se elas forem bulinadas ou estupradas, não podem reclamar.

    ESTUPRO é um crime que a maioria dos homens não entende. Estupro não é sobre SEXO, é sobre PODER. Vê se aprende logo isso, para de vomitar merda e deixa de ser preconceituoso. Porque é isso que você é.

    PS: e daí?

     
    • wellington

      13/08/2013 at 03:59

      Ou você é contra ou a favor, não existe meio termo, você ta pegando a dor dessas crianças que andam seminuas, nem terminaram colegial e fica ai mostrando o corpo, mas é isso mesmo, esse mundo ta perdido, no Brasil o que vale é peito e bunda, e você deve ser chegada pra ta defendendo com unhas e dentes, esse cara que fez o texto compara Carla Perez e a MORENA Scheila, maiores de idades com crianças que dançam falando de ”encaixar na pica”, mas ta tudo bem, pode encaixar na pica, rolam, boneco, brinquedo, do jeito que você achar melhor falar, para mim sendo de maior falando essas porcarias já não é cultura, imagina criança?

      E não to falando porque é preta ou branca, lugar de criança é na escola e não andando seminua, dançando e cantando músicas obscenas incentivando a criançada, mas você ta certa, deixa assim é que ta bom, quanto mais cedo ser mãe e não concluir o colegial melhor, o Brasil é o país onde tudo ta certo, não tem nada errado, pode tudo, político rouba todo mundo sabe mas não faz nada e eles continuam roubando.

      Posso ter me expressado errado, mas andar SEMINUA na rua chama sim a atenção, só quem não tiver olhos mesmo, aí como já tem um monte de otário, porque aqui no país só presta bunda e peito, aí já faz merda.

      No mais, continue assim, você ta contribuindo bastante pra evolução do ser humano plantar bananeira e fazer ”quadradinho de 8” e ”pulando encaixando na pica”, quanta evolução…

       
      • Vinícius Lima

        13/08/2013 at 09:31

        Algumas respostas femininas, são puramente feministas. Tenho a impressão de que quando se reprova o comportamento de uma mulher, baseando-se na visão que a sociedade terá dela, agride-se o feminismo. A ala feminista quer viver numa forma de anarquia, onde a mulher faz o que quer com seu corpo sem enfrentar a consequência, mesmo algumas sendo idiotas, do crivo da sociedade. Se eu engravidar, eu aborto, pq o corpo é meu e eu faço dele o que quiser. Vou andar com uma saia tão curta, que vai aparecer minha calcinha, mas não aceito que nenhum homem mecha, pois o corpo é meu e eu mostro o que eu quiser. Vou transar com o máximo de homens possíveis, e não aceito que reprovem meu comportamento, pois se há homens que fazem isso, mulher tb pode fazer! Acho que todos têm o direito de fazer o que quiser, desde que esteja preparado para as consequências.

         
      • wellington

        13/08/2013 at 12:41

        Vinicius falou tudo que eu não consegui pensar, parabéns.

         
      • Sybylla

        30/08/2013 at 14:01

        Bem, infelizmente não dá pra dialogar com você.

        Você acha que cultura é só o que você gosta. Então tá, acha aí. Problema seu.

        Mudança de pensamento é algo que tem que ser espontâneo. A única coisa que você me mostrou é que você é um misógino, preconceituoso, que acha que o mundo tem que ser como você acha que deve ser e que o resto deve ser julgado de acordo com o que você acha.

        Parabéns. Parabéns por não compreender texto e por colocar palavras nos comentários dos outros. “Tá sertinho”, viu amigão?

         
    • wellington

      13/08/2013 at 04:02

      Faz uma enquete com pessoas com um QI elevado e diga quantos vão achar que o ”FUNK” é cultura, se tu conseguir me provar que isso é cultura e contribui pra evolução da raça humana te dou toda a razão e fico quietinho.

       
  19. Camila Fernanda

    05/08/2013 at 19:30

    É muita imbecilidade em certos comentários. Nas palavras do Sr. Wellington: “Depois que um maníaco pega e estrupa, ou um cara chega querendo bulinar aí vai querer seus direitos, com essa música aí da pra resumir todo o funk”.

     
  20. Carlos

    05/08/2013 at 12:21

    teu texto é bom, só esqueceu de falar que MENINAS dançando sensualmente com as pernas abertas para o céu, enquanto todas as outras ”cantoras” e ”dançarinas” citadas são mulheres, maiores de idade, e que podem fazer julgamento do que estão fazendo com sua própria imagem

     
  21. Rogério Santos

    05/08/2013 at 11:05

    Wellington,

    Essas meninas não valem o feijão que comem, são feias, bichos feios que só podem ser encarados por quem estiver chapado; “pulam e encaixam na pica”, que coisa horrorosa, indecente, imoral, que ardam as fogueiras da Santa Inquisição para queimar essas devassas!, mas fala a verdade: se elas pulassem, encaixassem e rebolassem na sua pica do mesmo jeito que demonstraram no vídeo, você até que não reclamaria, né? Afinal, elas são feias, mas até que servem para dar uma foda e proporcionar umas boas gozadas gostosas. Pra namorar ou casar, não. Mas pra pegar, foder e se divertir, tá tranquilo!

    Outra coisa: achei ultraengraçado ver todos os preconceitos odiosos que você vomitou serem finalizados com a observação “sou negro”. Isso significa o quê? Que, por ser negro, você está devidamente autorizado a enxovalhar essas meninas publicamente? Que você tem o direito de ofendê-las e difamá-las dessa maneira absurda com que você as ofendeu e difamou? A cor da sua pele não é atenuante, cara. O seu discurso escroto não se tornou menos escroto só pelo fato de você ter dosagem máxima de melanina.

    Como disse Joceline Gomes no texto http://favelapotente.wordpress.com/2013/07/30/prepara-que-agora-e-hora-do-racismo-velado/, isso é puro e simples RACISMO. Pois ninguém está fazendo o mesmo com Anitta. Ela não está sendo execrada por conta da música que faz e da dança que executa em cima dos palcos – que são as mesmas feitas pelas meninas do Bonde das Maravilhas. A única diferença é que Anitta tem a cor certa e os cabelos certos, não é mesmo?

     
    • wellington

      05/08/2013 at 12:48

      1° Não dou ”foda” com nenhuma desses bichos.
      2° Tenho minha namorada.
      3° Minha religião não permite o sexo antes do casamento.
      4° Peço a Deus para perdoar elas e vocês que as apoiam, imagina se Jesus viesse nos tempos de hoje e encontrasse um monte de meninas dançando uma música horrível dessas, com certeza ele se agradaria muito né, nos tempos de hoje ta muito pior que Sodoma e Gomorra.
      5° Se eu te ofendi sorry, mas eu não escuto e nem danço músicas que não sejam pra louvar a Deus.

      Mateus 6:24

      ”Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.”

      Então meu caro, ou eu Adoro ao todo Poderoso ou adoro ao diabo, espero que Deus te de mais tempo para refletir o que você está defendendo, vou começar orar por você e todos esses, pesquise e verá que a cada dia que passa mais pessoas acreditam e buscam a Jesus.

      João 14:6

      ”Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”

      Desculpe se te ofendi colega, mil perdões, fique na paz.

       
  22. Carol

    25/07/2013 at 13:51

    Nossa, nunca nem tinha pensado nessa hipótese do racismo… Só acho a dança e a música feias. Agora, as pessoas que você cita no texto são todas adultas. O que me preocupa é que essas adolescentes estão fora da escola. A bunda não fica durinha para sempre, e num momento em que vive-se o famoso “15 minutos de fama”, não acho certo o futuro ficar de lado… E quem tinha que estar olhando isso é a família. Se a família não olha, o estado tem que olhar SIM. São adolescentes, não são adultas…

     
  23. wellington

    25/07/2013 at 13:49

    Para aqueles que acreditam nesse texto e dizem que só as negras sofrem isso e aquilo, procurem no you tube: ” Bonde Das Maravilhas – Vem Maravilhas ”. Depois que um maníaco pega e estrupa, ou um cara chega querendo bulinar aí vai querer seus direitos, com essa música aí da pra resumir todo o funk.

     
    • Sybylla

      03/08/2013 at 22:29

      Wellington, a culpa de um estupro é DO ESTUPRADOR. Ele é o único e verdadeiro culpado de um estupro. Não interessa, NÃO INTERESSA, a roupa, o lugar, com quem ela anda, como se relaciona com as pessoas, a hora do dia, NÃO INTERESSA – entendeu a frase? – NÃO INTERESSA a ocasião, a roupa ou quem é a pessoa – e eu digo pessoa, pois não são apenas as mulheres que são estupradas – a culpa sempre é do estuprador.

      Você não só não entendeu o que o texto quis dizer como acabou de vomitar a cultura do estupro no seu comentário que em absolutamente NADA agrega à discussão. O texto foi bem claro no quis dizer sobre racismo – porque é sim racismo bem nítido – que é o que as meninas do Bonde das Maravilhas estão sofrendo. Adolescentes brancas não seriam julgadas com a mesma agressividade.

       
      • wellington

        04/08/2013 at 03:32

        Você pelo menos viu o vídeo? E em qual momento eu falei que o estuprador ta certo em estuprar? Pra mim eles e essas meninas não vale o feijão que comem. ”Pula encaixando na pica”, que letra linda de se ouvir. E elas são feias mesmo, não é pq é negra ou não é, querer comparar Sheila e a Carla com esses bixos feios só se tiver chapado. Se fosse por causa da cor ninguém ia da moral pro Pelé, Obama, R. Gaúcho, entre tantos negros que tem na sociedade, indiferente da cor, o que se vê é a cultura e o jeito da pessoas. São feias e ponto xD

        PS: sou negro.

         
      • wellington

        04/08/2013 at 03:33

        Escuta aí e ensina todas suas amigas e parentes, já que você que apóia essa putaria.

         
  24. emerson wagner nunes freire

    18/07/2013 at 15:41

    a tavola se ramificou e se dividiu de vez em quando se une saem faicas e vapores folgo e fumo,entenda tem de tudo segundo a minha religiao quem salva e esclarece È jesus cristo e mulher pelada È bom e nao è pecado passou a mens truar é femea os pais que orientem ..

     
  25. emerson wagner nunes freire

    18/07/2013 at 15:37

    fosforolipidio,é isso que tem no ser humano se esta dito que tem que ser assim em tordesilhas quem vai mudar ,(INTERROGAÇAO uo DUVIDA)quando eu tiver mulher paro de olhar as que daçam e rebolam!!!,mimisejam.etc.(mulher ta adulta que menstrua paixao amor compromisso e menstruaçao)compreendi enteder o ultimo hormonio deste ser mulhe.r e bom e pronto..!!! quem nao goza com mulher nao gosta de si mesmo.emerson wagner nunes freire poxa o bicho bom é mulher!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!>>>otimo>>……………………………..

     
  26. IESP

    28/06/2013 at 06:04

    Republicou isso em Adestra o Garotão.

     
  27. Pierrô

    14/06/2013 at 14:15

    Nunca vi tamanha besteira como esse texto! Em primeiro lugar, apesar de ser errado, as dançarinas dos demais grupos todas eram maiores de idade, o que não ocorre no caso das meninas do Bonde das Maravilhas. Em segundo lugar, acho que você andou faltando as aulas básicas de Biologia, pois dizer sobre a sexualidade da mulher negra quando só uma integrante é, é totalmente idiotice. Por acaso a Renatinha é negra? A Carol é negra? Se for assim chame o Kaká de negro também, pois está valendo de tudo.
    Em seguida a isso, incentivar a sexualidade em crianças como a mídia faz, seja com o Bonde, seja com qualquer outro grupo, é querer que os problemas de sempre se perpetuem e vidas sejam perdidas, pois a única coisa que esse erotismo desenfreado consegue é arrebentar com as pessoas. Por acaso a mulher é só um naco de carne para a sexualidade ser sua única forma de expressão?
    Sabe, no fundo, só é capaz de defender essas coisas quem não tem profundidade suficiente para enxergar o nível da loucura que está fazendo. A maior parte dessas moças viram e praticaram isso desde a infância e por isso refletiram nisso. Chega a um ponto onde a mulher comum acaba se prostituindo por tabela e isso é degradante. A mulher e o homem são sagrados e assim é sua vida, no entando, muita gente quer distorcer os fatos.
    Na boa, concluindo o pensamento, além de tudo isso que é errado constantemente na mídia – como 99% do que ela distribui! -, criança é para ver a Galinha Pintadinha e não pornografia. Querer pegar um ou outro exemplo, como o da Anitta, é fácil, mas vai lá ver a realidade esmagadora da maioria dessas moças que são bailarinas de funk para ver suas origens. Isso, sem contar que o máximo que se consegue extrair das letras funkeiras é que o ideal supremo de vida é uma mulher ser vazia, só querendo dar para um cara rico que a banque, virando noite após noite enchendo a cara, fumando – até se drogando – e os rapazes sendo mafiosos. Grande ideal. Isso, é claro, não é restrito ao gênero, pois o sertanejo universitário e afins não são tão diferentes assim. Vide os estilos similares nos EUA – pai e mãe desses estilos copiados em todo o globo -, confira também seus similares em todos os países do mundo, porque não existe mais fronteira para toda essa burrice humana.
    Sabe, querer chamar de evolução uma coisa que vem desde a Idade da Pedra, quando os rituais de acasalamento – semelhantes a essas danças – aconteciam, é não saber nada de História e arrotar sabedoria.
    Conselho: antes de falar, estude!

     
  28. Yume

    08/06/2013 at 22:16

    Certo….depois nós mulheres reclamamos do turismo sexual,da midia machista,de assedio sexual,do fato dos homens nos enxergarem como mercadorias sexuais.Na hora de fazer a vulgaridade: é um direito nosso; na hora de arcara com as consequências( porque todas nossas atitudes machistas voltam contra nós mesmas,ainda mais em relação á auto-objetificação): somos vítimas.

    E nem preciso dizer que são as negras que mais pagam por esta imagem vulgar de mulher,que ainda ás ligam ás antigas senzalas,onde nada mais eram que brinquedos sexuais nas mãos dos senhores de engenho,.Hoje,são os mesmos brinquedos na mão da mídia.Grande revolução que estas meninas estão promovendo!!

    E,óbvio,toda e qualquer manifestação contra a vulgarização feminina é tida como moralista,racista,sem cabimento,fundamentalistas e inúmeras bostas afins..depois queremos o que,meninas? sermos tratadas como seres-humanos?? E tem mulher ainda danço força porque era o “sonho delas”?? parece até piada…uma grande piada de mal gosto que ceifa milhares de sonhos mais legítimos,que vão muito além de se auto-prostituir,mas acabam sendo destruídos num tráfico de meninas e mulheres.Realmente garotas,estamos tendo um grandioso progresso na nossa libertação!!

     
  29. Marcos Neves

    03/06/2013 at 16:20

    Cara vi várias respostas e vi gente ai até brigando. As jovens de hoje são diferentes, não dá para comparar, tem vários sonhos dourados e muitas sonham com o neymar ou virar celebridades. E o que há de errado nisso? A culpa não é do funk e sim do sistema que criou essa sociedade onde o sexo é liberado mas também perseguido. Tudo tem o seu espaço e com certeza essa onda delas não irá durar muito, independente da cor, se é favelada ou periguete (e são). Sim eu acho que é necessário observar o pessoal do funk, até ironizar, faz parte, mas perseguir não.

     
    • Yume

      08/06/2013 at 22:17

      claro,as consequências não vão para vc,meu amigo.Vão para todas nós mulheres.Depois quem tem que tolerar desrespeito somos nós.

       
  30. José Ribamar

    28/05/2013 at 20:41

    É esse tipo de influência que querem!!!!
    Ótimo…..Parabéns!

    OBS: Nos vídeos ao lado desse tem mais exemplos dessa “cultura”.

     
    • José Ribamar

      28/05/2013 at 20:43

      Ahh sim, esqueci…ela é BRANCA…..sic!!!!!!!

       
    • Paul

      03/06/2013 at 10:54

      Não tem nada á ver com cor, o Brasil é um pais que se pode fazer tudo. O problema todo que gerou o processo contra a exposição pornográfica das meninas é que 4 delas são menores de idade.Se fosse maior de idade poderia até fazer o quadradinho com pintura no corpo apenas.
      Aliás, ou elas terminaram os estudos no E.M. antes dos 17 anos (que acho pouco provável) ou abandonaram a escola para fazer o quadradinho nas boates funk. O que não é licito no estatuto da criança e do adolescente.

      Qualquer coisa agora é motivo de apelar para a discriminação racista. Se elas estão na mira do MP é porque elas são negras.
      Aliás o gloogle deixa aquela pagina branca por que? Ah racismo não? kkkkkkkkkkkk

       
    • dominique

      28/06/2013 at 15:51

      escola eu acho que e para estuda nao para fazer essa palhasada…..

       
  31. luna

    28/05/2013 at 18:02

    se fossem branquelas niguem falava nada deixavam a vontade mas o brasil e um pais de injustiça

     
    • Yume

      08/06/2013 at 22:19

      As pessoas falam sim,a diferença é que quando são meninas negras e de periferia,podem se utilizar destes artifícios para justificar vulgarização da mulher,que volta contra elas mesmas por sinal.

       
  32. duda

    28/05/2013 at 17:58

    essas meninas podem ser menor de idade mas elas tem um sonho como todo mundo tem e nao precisa chingar os negros assim porque os brancos nao sao melhores do que ninguem nem os negros sao melhores do que os brancos

     
  33. Sergio Miranda

    25/05/2013 at 19:31

    Se fossem Louras ninguém falava nada Brasil país de tolos onde a cor da pele e o Dinheiro fala mais alto.

     
  34. Ana Silva

    24/05/2013 at 08:08

    Elas foram levadas ao Ministério Público por que são MENORES DE IDADE, não por serem negras. Quem viagem, cara… Tem milhões de grupos de negras que dança de jeitos muito mais apelativos sexualmente e elas não têm problema na justiça, por serem maiores de 18. Menor de 18 não pode apresentar conteúdo pornográfico e ponto. Não acho que isso é conteúdo pornográfico, mas alguém achou que era, então processou – dentro da lei, e com absolutamente nada a ver com a cor das pessoas, e sim com a IDADE.

    E outra, é só dar um Google que vc encontra muito facilmente imagens zoando a Carla Perez – branca e loira – da mesma forma que zoam as meninas do bonde (só que muito menos porque, obviamente, faz muito tempo). As garotas fazem putaria na internet sim, independente disso ser cultura delas ou não, e isso faz com que as pessoas associem com sexo. Elas falam errado sim, inclusive duas delas fizeram tatuagens com erro de concordância, e isso faz com que as pessoas associem com falta de estudo. A equação Putaria – Estudo = Gravidez é um problema recorrente e muito presente na nossa sociedade, não sejamos hipócritas. Pra mim, tudo isso faz muito mais sentido do que pensar que é algo por cor.

     
    • Ana Silva

      24/05/2013 at 08:22

      PS: Waleska popozuda foi MEGA rechaçada pela identidade de “exageradamente sexual” dela. Até onde eu vi ela é branca. As pessoas são zoadas pq dançam funk e funk remete a conteúdo sexual, uma pena que a maioria seja negra, mas também é fator cultural.

       
  35. nathalia nascimento da silva

    23/05/2013 at 17:18

    porque e so vc ouvir as musicas do bonde e quem escreveu eses textos começa a dançar eu defendo o bonde das maravilhas

     
  36. nathalia nascimento da silva

    23/05/2013 at 17:16

    quem escreveu essas porcarias desses textos criticando o bonde das maravilhas por que quem escreveu tudo isso vai dançar melhor do que elas duvido seus fdp vc vai tomar e vc que escreveu tudo isso sobre o bonde e racista seu fdp caralho vai to cu

     
    • gabriela

      06/07/2013 at 21:20

      concordo plenamente com vc!!!!

       
  37. Priscilla

    23/05/2013 at 09:05

    Só um adendo: a Anitta inventou o quadradinho de quatro (aquele sem ser o de 8).

     
    • Ana Silva

      24/05/2013 at 08:11

      A Anitta é menor de idade?

       
      • duda

        28/05/2013 at 18:06

        nao sei nao tem cara

         
  38. SERGIO

    22/05/2013 at 09:33

    a galera a e q diz q funk não presta se liga no papo!! alguns funks não prestam, concordo, outra coisa oq presta para vcs? ” q eu saiba só MPB Q não fede e não cheira pq o resto dos estilos como “reggae, rock,eletronico, rave,hip hop essas cantoras internacionais novas e velhas etc” tem de tudo desde os artistas até os seguidores, tem ” drogado, cachaceiro ,putaria, gays ,sexo etc”
    só pode jogar pedra quem não tem telhado de vidro #ficadica
    e mais ainda nunca ouvi falar q algum “MC” tenha se matado ou tenha tido algum tipo de overdose etc.. os q morrem foi de acidente de carro pela correria dos show já os artistas ae dos outros seguimento nem preciso comentar né!!!rs eu poderia colocar um palavrão aqui mas vou sair na disciplina!
    “É SOM DE PRETO,DE FAVELADO, MAS QUANDO TOCA NINGUÉM FICA PARADO”
    nem esse povo q diz q funk é lixo blá blá é só beber um pouquinho e pronto rebola até o chão

     
  39. Faah

    21/05/2013 at 16:14

    Idiota, o MP se manifestou pq SÃO MENORES DE IDADE! Sem mais!!!

     
  40. taynacoelho

    20/05/2013 at 14:10

    Acho seu ponto de vista interessante e concordo que alguns passaram do ponto nas brincadeiras. Porém, devo dizer que discordo que os questionamentos e levantamentos feitos pelos internautas e pela sociedade de modo geral são por conta da sexualidade da mulher negra, nem tão pouco por conta da dança que elas fazem. O problema é super exposição do corpo de meninas menores de idade!
    Isso é um absurdo completo! Mais ainda, vá ao Youtube com um pouco de paciência e procure por quadradinho de 8 que você verá meninas ainda menores do que as da banda realizando a dança em trajes mínimos.
    Que sociedade seria essa se levantasse a bandeira contra a pornografia infantil e o abuso de menores e incentivasse essa super exposição de menores (negras ou não)?
    Enfim… é esse o meu ponto de vista sobre o assunto.

     
    • Paula Libence

      21/05/2013 at 11:03

      Oi, Tayna Coelho

      Acho superpertinente seu comentário. Só devo lembrá-la que a exposição do corpo de crianças menores de idade é algo muito mais antigo, se assim posso dizer, do que essa temporada do Bonde das Maravilhas.
      Na década de 1990, com o boom do grupo É o Tchan!, os programas de TV exploraram bastante sua imagem, e utilizou-se bastante da publicidade que lhe rendiam, e daí passaram a organizar concurso infantil (crianças menores de dez anos) de dança do É o Tchan!.
      Silvio Santos, Raul Gil e Gugu Liberato foram os principais fomentadores dos concursos. Crianças ainda muito pequenas iam à emissora levadas por seus pais para participar desses concursos. E pior, muitas ainda em trajes ultrassumários, a fim de caracterizar-se e ficar bem parecido com as dançarinas do grupo.
      E, se você não lembra, foi nessa leva que surgiu o grupo musical infantil “A Mulekada”. Em que três crianças caracterizadas à la É o Tchan! (uma menina loira, uma morena, e um garoto negro que representava o dançarino Jacaré) repetiam as dancinhas do grupo.
      Se tiver um pouco de paciência, verá que essa dança do Bonde das Maravilhas não se faz pioneira na exploração do corpo da criança, muito menos em sua vulgarização.
      Dá um saque nesse vídeo:

       
      • José Ribamar

        21/05/2013 at 11:47

        Paula, a medida que você tenta defender esse seu ponto crítico de que elas podem porque antigamente era feito por BRANCAS e hoje é racista porque são NEGRAS, a compromete cada vez mais. Você está esquecendo uma variável muito importante nessa equação. O TEMPO!. Nessa época poucas pessoas tinha acesso a internet, e as redes sociais ainda eram embriões nos laboratórios das universidades de tecnologia. Quando se assistia esse lixo televisivo você era obrigado a aceitar pois não tinha o feedback. uma das grandes revoluções que a mídia sofreu nesses últimos anos é justamente a crítica da sociedade que cada vez mais ganha corpo, Hoje eu posso e vou me expressar contra esse tipo conteúdo de informação que não agrega em nada no conhecimento da sociedade.

         
      • taynacoelho

        21/05/2013 at 15:21

        Concordo, Paula. Porém, não disse que elas são pioneiras nisso, porque de fato não o são. Mas você há de convir que elas são um exemplo dessa super exposição, assim como os concursos do É o Tchan! o foram na década de 90, que você mesma citou. A diferença entre a repercussão de uma coisa e da outra está num aspecto que fez toda a diferença: o boom da internet. O fato de hoje a internet ser utilizada por um volume de pessoas muito maior faz com que mais pessoas tem voz em suas reclamações. Certamente, naquela mesma década de 90, outros pais e adultos ficaram revoltados com a exibição de crianças na TV, mas a expressão de sua revolta não passava de um comentário feito a quem estivesse ao seu lado assistindo TV. Hoje, esse mesmo pai pode sentar no computador e criar um texto ou uma imagem e mandá-la para sua timeline no Facebook e isso pode se espalhar. Claro que, já naquela época haviam pais que achavam o máximo a exposição dos próprios filhos (a ponto de levá-los ao concurso), assim como existem hoje (ou você acha que os pais das meninas do Bonde das Maravilhas são contra o que elas fazem?). Entenda que meus argumentos não são contra as meninas, não tenho absolutamente nada contra elas, só acho que expô-las dessa forma é desnecessário.

         
      • Evandro Ancelmo

        16/08/2013 at 11:03

        A sociedade é adestrada pra consumir o que a mídia quer vender.

         
  41. Jussara Ferreira

    20/05/2013 at 12:39

    Gente, os movimentos na dança do grupo, são movimentos de atos sexuais, isso qualquer um percebe. O grande problema nisso, é que o grupo tem meninas menores de idade fazendo e mostrando tais movimentos. Menor não pode mostrar a cara na mídia quando comete um crime, mas rebolando e mostrando a bunda pode? Alguém de vocês moram em uma comunidade? Pois bem, eu moro, sem neurose ou vergonha alguma. Já foram a algum baile funk em clubes próximos as comunidades? Eu, particularmente, não gosto de funk, tem até uns legaizinhos, mas realmente mostrar um grupo onde meninas, entre elas menores, simulam atos sexuais, denominar de QUADRADINHO DE OITO, e achar que todo mundo tem que gostar, é demais mesmo. Quando a mídia mostra bailes funk em casas noturnas famosas,mulheres bonitas, bem arrumadinhas, dançando sensualmente, muita gente acha que baile funk é aquilo ali, tudo certinho. Mas, a coisa dentro dos clubes ou nas comunidades é em diferente mesmo, é degradante, onde se vê muitas menores fazendo essas danças de quadradinho e o escambau, e que muitas vezes acaba até rolando ato sexual ali mesmo, no meio da galera, sendo menores ou não. A coisa é escrachada mesmo. Então dizer que se trata de racismo, preconceito é demais. Fala sério! É falta mas de interesse e vontade de muitas delas, em buscar aprendizado, conhecimento, educação, em mudar as histórias de suas vidas.vamos parar com essa palhaçada de que tudo que se fala, se escreve, se opina é preconceito. Quem tá na chuva é para se molhar.

     
  42. Jussara Ferreira

    20/05/2013 at 12:36

    Gente, os movimentos na dança do grupo, são movimentos de atos sexuais, isso qualquer um percebe. O grande problema nisso, é que o grupo tem meninas menores de idade fazendo e mostrando tais movimentos. Menor não pode mostrar a cara na mídia quando comete um crime, mas rebolando e mostrando a bunda pode? Alguém de vocês moram em uma comunidade? Pois bem, eu moro, sem neurose ou vergonha alguma. Já foram a algum baile funk em clubes próximos as comunidades? Eu, particularmente, não gosto de funk, tem até uns legaizinhos, mas realmente mostrar um grupo onde meninas, entre elas menores, simulam atos sexuais, denominar de QUADRADINHO DE OITO, e achar que todo mundo tem que gostar, é demais mesmo. Quando a mídia mostra bailes funk em casas noturnas famosas,mulheres bonitas, bem arrumadinhas, dançando sensualmente, muita gente acha que baile funk é aquilo ali, tudo certinho. Mas, a coisa dentro dos clubes ou nas comunidades é em diferente mesmo, é degradante, onde se vê muitas menores fazendo essas danças de quadradinho e o escambau, e que muitas vezes acaba até rolando ato sexual ali mesmo, no meio da galera, sendo menores ou não. A coisa é escrachada mesmo. Então dizer que se trata de racismo, preconceito é demais. Fala sério! É falta mas de interesse e vontade de muitas delas, em buscar aprendizado, conhecimento, educação, em mudar as histórias de suas vidas.

     
  43. Camila Canholato

    20/05/2013 at 09:54

    Respeito a opinião dos autores do texto, mas acho no mínimo estranhas as comparações ao longo do texto… O problema não é a dança! O problema é a idade das dançarinas. Que futuro elas terão quando acabar a modo do quadradinho? Uma criança de 13 anos deveria se dedicar aos estudos, não a inventar dancinhas por aí’ Todas as outras pessoas citadas ao longo do texto eram maiores de idade e com total consciência de seus atos. Será que essas crianças tem noção do prejuízo futuro que estão causando a si mesmas? Independente de serem negras, brancas, pardas, amarelas, galegas o prejuízo futuro será o mesmo pra todas… O quadrinho do “quadradinho de 8″ x “barriguinha de 9″ é sim uma realidade! Enquanto essas crianças se afastam da escola ou matam aula pra ensaiar os passinhos pra “fazer bonito” no baile, perdem as aulas de biologia onde aprenderiam o uso correto dos métodos anticoncepcionais… O que acho mais interessante, é que o texto frisa o fato das meninas serem negras! Não o fato de de serem crianças e se apresentarem a noite indo contra o ECA ou exibirem desnecessariamente seus corpos, mas o fato de serem negras.

     
  44. Barbara

    20/05/2013 at 07:48

    Racismo? Ok, vamos esquecer a parte que quadrado 8 não existe e que 3+4 é igual a 7 e não 8. O problema pra mim não é a cor delas, é a burrice!

     
  45. Kenia

    19/05/2013 at 14:33

    Li com total desprezo o seu texto. Pelo amor de Deus! Quantos negros são admirados, idolatrados, reconhecidos internacionalmente pelo seu talento, sem a necessidade de se equilibrar na nuca e rebolar: Milton Nascimento, Jorge BenJor, Emílio Santiago, Elza Soares… a lista é imensa. Pois bem, a discussão é muito mais além do que esta. Se fizermos um panorama histórico do nosso país, de volta à década de 80, fim da ditadura militar, início das votações diretas, exílio e anistia, a música como hino de movimentos e lutas, tentaram nos empurrar um “Conga, conga, conga”. Década de 90, Fora Collor, a juventude politizada com caras pintadas, ainda cantando músicas que se retravam nessa luta, sofreu, simplesmente, uma lavagem feita de “Segura o tchan”, propagada até hoje com as pseudo-bandas. No livro 1984 – George Orwell – previu que o ESTADO usaria de uma arma muito eficiente para o controle da massa – retiraria do POVO A CAPACIDADE DE PENSAR, diminuindo o ACESSO deles ao vocabulário. POR QUE? Porque quanto MENOS vocabulário uma pessoa tem mais complicado fica para essa pessoa fazer conexões que levam o SER HUMANO a refletir sobre sua condição social, existencial, HUMANA. Eu, coordenadora pedagógica, sou testemunha ocular da situação nefasta que esse tipo de música causa. Alguém tem noção da quantidade de casos de abusos sexuais já atendi? Quantas famílias destruídas pela violência e abandono? E, sim!, esse tipo de música é co-responsável. Não é necessário ser Neuropsicólogo para entender a influência da música no comportamento humano. Sexualidade precoce, estímulo à sexualidade em todos os âmbitos perversos. Será que se essas meninas tivessem tido acesso à escola pública de qualidade não poderiam, também, fazer sucesso com músicas em sua essência artística? Não, querem deixar nossos jovens acorretandos na caverna (remetendo-me à Platão) cada vez mais. E, se não gostar desse tipo de música é ser preconceituosa, pois então sou em carne viva. Iniciei meus estudos e trabalhos na área da Educação por vontade de mudar o país, mas diante disso, hoje sinto vontade de mudar de país.

     
    • Paula Libence

      19/05/2013 at 22:41

      Olá Kenia,

      Tudo bem?
      Fico feliz por você ter lido meu texto com total desprezo. Esse é o tipo de sentimento que costumo provocar em pessoas que não entendem nada do que falo, muito menos o que escrevo. E olha que não uso linguagem rebuscada para expressar-me em palavras, viu!
      Talvez seja algum equívoco lançado pela incapacidade abstrata de entender as coisas ao seu redor.
      Se lesse com atenção perceberia que não defendo o Bonde das Maravilhas, muito menos o tipo de música que propaga. Mas vou explicar pausadamente para que possa entender.
      O post tem o propósito de retratar o contingente artístico (grupos que vivem da arte, seja ela musical, teatral, plástica, dentre outras) que fazem o mesmo tipo de trabalho que o Bonde das Maravilhas vem desenvolvendo e não passam pelo mesmo crivo midiático.
      Entendo perfeitamente que tantos outros atingiram a fama sem precisar dançar equilibrando-se na nuca. E eu acho isso fantástico. Acho mesmo!
      Mas o que está em voga aqui, e você não percebeu, é o fato de meninas jovens terem alcançado espaço na mídia fazendo o que fazem e sofrerem a malha de gente hipócrita como você, que diz que se caso essas mesmas garotas tivessem acesso à educação de qualidade, não estariam fazendo o tipo de dança que fazem. Muito menos provocando furor nos ânimos alheios.
      Nessa perspectiva, entendo muito menos sua fala no que tange ao alto índice de abusos sexuais estar associado ao tipo de música que se ouve. Confesso que essa não entendi! Explique-me, se for capaz.
      Mas sigamos em frente. Se você, como coordenadora pedagógica, leitora de George Orwell e Platão, detivesse da capacidade abstrata de interpretar o que esse grandes pensadores trazem em suas obras, e, muito além disso, abrisse seu horizonte literário, entenderia que não se pode culpar uma paisagem pela janela em que se exibe.
      Dizer que mulheres são estupradas, famílias são destruídas pela violência e abandono, por conta da corresponsabilidade musical dessas obras?! Faça-me o favor, digo eu!
      Afinal de contas, se você não sabe, mas que se aproprie antes de entrar num debate do nível que oferto com os meus escritos, saiba que mulheres do Afeganistão (país situado na Ásia Central. Consulte um mapa geográfico, se for preciso) são abusadas sexualmente TODOS OS DIAS. Muitas delas sofrem abusos por parte de familiares – pais, irmãos, tios, primos – e alguns conhecidos fora desse círculo. E após serem abusadas, sofrem novamente com o rechaço e a condenação social por terem sido vítima de um estupro. Sem contar o fato de que no Afeganistão, elas não dançam o quadradinho de oito ou similares. E nem usam trajes sumários. O tipo de vestimenta inerente ao hábito de sua cultura é uma burca.
      Diante disso, não sei o que você me diz. Ou melhor, sei. Nada. Pois se soubesse dos fatores que estão atrelados ao abuso sexual, não se arvoraria em postar esse comentário expletivo aqui no blog.
      Ah! Não só as mulheres do Afeganistão sofrem abusos sexuais. Muitas mulheres aqui no Brasil também sofrem desse tipo de violência. Sim. Porque estupro não tem nada a ver com roupa curta, música de “baixo nível”, baile funk, pagode, samba ou coisas do tipo. Estupro tem a ver com pura e explícita violência (que pode ser cometida tanto por quem escuta o Bonde das Maravilhas, como por quem escuta Tchaikovsky, Vivaldi, Chico Buarque ou Djavan), imersa numa cultura que preza pelo poder de um sobre o corpo do outro. O que na maioria dos casos, parte do homem para a mulher. Ou seja, estamos abrindo um novo leque discursivo: o machismo. Mas sobre esse me furtarei a demais delongas, pois você precisaria se apropriar de mais bagagem teórica, a fim de que pudesse enveredar nessa discussão.
      Se estupro tivesse correlação com o que você fala, “esse tipo de música”, muitas mulheres famosas, ricas, bem apessoadas, detentoras de uma educação invejável, afinal de contas, gente rica estuda em boas e caras escolas, e não curtem funk, não sofreriam abuso sexual.
      E pior, os estupradores não seriam homens que por ouvirem essas músicas, virem garotas bonitas exibindo sua sensualidade, e ficassem de pau duro, por conta de todo esse cenário que descrevi, não seriam médicos renomados, com fama de artista e exibido numa dessas revistas de celebridades semanalmente. Não sei se você ouviu falar, ou se muito menos leu, o caso do médico ginecologista renomado, com carreira profissional ultraestabelecida, chamado Roger Abdelmassih, que abusava sexualmente de suas pacientes, de modo tão frio e agressivo. Ele as anestesiava e deitadas para realizar exames sofriam abuso. E muitos desses abusos desenrolavam numa gravidez inexplicável.
      Roger Abdelmassih passou no mínimo cinco anos na faculdade, mas alguns anos de residência médica para conseguir se diplomar ginecologista. E até conseguir a fama e glória de atender celebridades do nível de Hebe Camargo, ele ralou pacas, estabeleceu muitos e rentáveis contatos para chegar a essa clientela. E eu aposto que esse mesmo ginecologista não ouvia as músicas do Bonde, e ainda teve uma educação de excelência. O que não se explica é o fato dele ter um currículo esplêndido e invejável aos demais profissionais de sua área e agir tão brutalmente como agia.
      Diante de tudo o que expus, não sei o que faz uma pessoa como você pensar que o funk tem um efeito tão danoso à sociedade a ponto de provocar estupros. Confesso que ainda não li nenhuma estatística nessa vertente.
      No mais, é só.
      P.S.: Se quiser, e se for de seu interesse, leia a nota sobre o caso de Roger Abdelmassih no link abaixo:

      http://veja.abril.com.br/260809/denunciado-desmascarado-encarcerado-p-082.shtml

       
      • Vinícius Lima

        20/05/2013 at 08:18

        Paula Libence
        Fiquei pasmo com a violência cínica da sua resposta! Não que você não tenha as suas razões, mas foi agressivo demais por ter vindo de você. Você postou um texto muito bom, mas há de concordar que é polêmico. Apesar de discordar, adorei o que você escreveu! Mas essa sua resposta a Srta Kênia foi violenta demais, no meu ponto de vista. Eu nunca tinha visto a dona de um blog, que expõe os seus textos para amplo debate, fazer um ataque pessoal assim, pois ela expôs o seu ponto de vista sobre o texto, e você, o seu ponto de vista sobre ela! Sei que não fará diferença alguma para você e ganharei um texto “mal criado também, mas ganhou e perdeu um fã em 4 dias.

         
  46. Marcelo

    19/05/2013 at 14:32

    Do mesmo jeito que a internet é um bom canal para obter informações, as vezes pode ser pior ainda do que a TV, e esse texto mostra isso!!

    Comparar esse bonde de 13 anos com gretchen? carla perez? valesca? Nenhuma delas tinha 13 anos da idade…

    Chamar essas meninas de lindas? Pelo amor de Deus…se bem que cada um tem seu gosto né..

    Texto HORRíVEL!

    Se vc tem uma filha (aposto q não) coloque ela aos 13 anos pra dançar o quadradin de 8 no meio do baile funk!

     
  47. José Ribamar

    19/05/2013 at 13:38

    Leilany Santos Moreira
    Foi o estudo que me proporciona defender meu ponto de vista, e não essa amostra grátis de peito e bunda, Quem dita regras de moral é a própria sociedade, que quer em seu coletivo pessoas melhores, sugiro que ESTUDE a cultura européia antes de insinuar o antiguado e puritanismo deles. Se gosta de ser mulher objeto é problema seu, agora não venha dizer que todas as mulheres gostam e devem se vulgarizar, até porque a maioria dos posts de mulheres que vi aqui, não são totalmente a favor dessa exposição gratuita.

     
  48. Jander Santos

    19/05/2013 at 13:20

    O seguinte querida, a questão do bonde das maravilhas serem levadas ao PROMOTORIA DE INFANCIA E JUVENTUDE, e que a grande maioria das meninas são de menores.Pelo amor de Deus, pare de postar besteira na internet ! Gosta do Bond das Maravilhas um direito seu, agora posta coisas sem nexo, pare viu !
    Um Beijo !

     
  49. José

    19/05/2013 at 12:29

    É terrível como a promoção da promiscuidade atrofia a mente dos espectadores e oprime essas jovens que colocam seus corpos na vitrine para enriquecerem empresários que estão interessados tirar proveito da proposta de facilidade para ganhar dinheiro fácil e setornarem famosas, explorando aquilo que o “publico jovem” envolvidos por todos os lados pelo sexo e pela pornografia, cujo lixo tem sido promovido principalmente pelos meios de comunicação e pela internet, inclusive danças semelhante a essas reproduzidas por apresentadoras de programa televisivo como Ana Hickmann e Ticiane Pinheiro.

    Acredito que essas garotas não são animais no cio, não aceito que essas mulheres (muitas delas crianças) sejam rotuladas de ‘putas’ por essa covardia que está sendo patrocinado pelos poderosos que não aparecem nos palcos e palanques Brasil a fora; Aqui fica minha indignação!

     
  50. Camila Fernanda

    19/05/2013 at 01:25

    Julgar que elas vão “pegar filho” e outros comentários nessa linha esta enraizado de preconceito. Não gosto da dança, acho feio, vergonha alheia total. Sempre dancei muito samba de roda, black music, os axezão das antigas,Gonzagão, mas isso tudo era associado a uma dose diária de muito incentivo aos estudos. Meus pais de origem humilde sempre soube valorizar a educação. A mulher pode sensualizar à vontade sem apelar. A sensualidade é algo inerente a nós mulheres negras. CHEGAAAAAA de meninas negras, de origem humilde mexendo a bunda como se para nós o caminho só fosse esse. Tem que incentivar essas meninas a estudarem porque o caminho é esse. Não é fácil, mas também é prazeroso. Neste momento eu gostaria de esta curtindo o show do revelação, mas tenho que da continuidade ao meu tcc numa faculdade particular na qual eu sou bolsista. Não concordo com essa esculhambação escrota que estão fazendo com elas fico puta com tudo isso, mas se existiu o incentivo para transformá-las nas gostosas do funk, pq não tem o mesmo para serem doutoras? A mulher negra no Brasil só pode ser gostosa?EU QUERO AS DUAS COISAS! Ser gostosa e Doutora.

     
  51. Lynne

    19/05/2013 at 01:18

    Carla Perez é branca e até outro dia era simbolo de burrice em ambito nacional… qual é, ngm lembra das inumeras piadas que faziam com ela??

     
  52. botecodolug

    19/05/2013 at 01:09

    Até concordo em partes com o artigo, mas discordo totalmente em relação a questão de preconceito. Acho denunciar as meninas ao ministério público é censura, e já que começarão a fazer esses tipo de coisas, deveriam de denunciar a todos os outros que usam as mulheres como forma de chamar atenção com o forte apelo sexual.Dizer que elas estão sendo “massacradas” por todos, só porque são negras, de comunidades carentes ou qualquer outra coisa do tipo pra mim é besteira, pois elas já foram em tudo quanto é programa de tv aberta.

     
    • Eduardo Diego

      19/05/2013 at 11:54

      Essa denúncia ao MP tem a ver com a idade das garotas, não com censura ao conteúdo. Se fosse uma questão de censura a Gaiola das Popozudas não existiria.

       
  53. Gabriel

    19/05/2013 at 01:04

    Gretchen requebrava o quadril e empinava a bunda nos anos 80, ANOS 80, sem internet, sem comparativos, numa época totalmente diferente. Um exemplo ruim que você usou, não podemos considerar, ainda mais pelo fato de hoje a Gretchen ser esculhambada nas redes sociais por ter uma autoestima elevada com sua beleza e ser “criticada” na televisão por ter ido trabalhar como garçonete no exterior (e ela é branca). O desgosto e/ou a repulsa de uma parte dos usuários da internet para com as mulheres (meninas que não são) do grupo de funk Bonde das Maravilhas se dá muito pelo fato de que as danças por elas praticadas estão fortemente atreladas ao desvio educacional e comportamental de crianças que deveriam brincar de forma saudável, aprender coisas construtivas e ter direito a uma inocência que é vital para a formação de caráter. A culpa não é do grupo Bonde das Maravilhas se meninas e meninos com menos de 10 anos ficam de quatro, se esfregando um nos outros ou fazendo movimentos com insinuações sexuais (e depois geral compartilha no face os vídeos dessas situações), a culpa é dos pais que permitem isso. Da mesma forma que os pais permitiam que seus filhos dançassem as coreografias do grupo de axé É o Tchan. As crianças da década de 90 não tinham muita malícia para perceberem o que realmente significava “rala rala no tchan aê” (os pais sim), porque Tchan era o nome do grupo, e não o tchan propriamente dito, fosse ele masculino ou feminino. Mas a criançada de hoje não precisa de dicionário nem explicação para entender o que é “no quarto, no quarto pelado com a Carol de cabeça pra baixo”. A verdadeira questão do funk (a tal cultura das favelas) é essa: até que ponto uma forma de expressão de uma grande parcela da população carente (de serviços e acessibilidade) será protegida pela palavra cultura enquanto o preço que se paga é a perda da educação infantil de qualidade ou a perda total da educação infantil em comunidades (e arredores) que são exatamente os locais onde é gerada e processada toda essa cultura. Mas nas redes sociais não é o racismo, nem mesmo o protecionismo social que move as críticas, e sim o bom senso. Letras ruins, poemas ruins, rimas pobres, costumes diferentes e embriaguez de sucesso ocorrem em muitos estilos musicais de artistas brancos, azuis, amarelos e vermelhos. Os pretos não são os únicos que sofrem esse tipo de critica. A banda Restart é achincalhada (vestem colorido, penteados modernos, afeminados de acordo com os mais rígidos – todos classe média alta e brancos), Gustavo Lima é cornetado (era feio, ficou forte, está rico e cansado de viver, branco), Luan Santana é base para piadas em qualquer show de stand up (criança sertaneja, adolescente assediado, vesgo e canta mal, branco demais), Michel Teló (apesar de ter algum talento só canta bostagem – assim ele me mata – riqueza é o nome do cavalo dele, se tivesse um rosto bonito todo mundo ia pensar que ele é europeu) …posso ficar aqui eternamente detalhando. Mas voltando… o quadradinho de 8 todo mundo sabe que é o nome atribuído à acrobacia sinistra (dicionário informal – sinistro: estranho, medonho, cavernoso, obscuro, perigoso, difícil), mas a graça é meter o malho nisso e fazer as mil piadas possíveis e gerar outros mil memes para publicar na página do face, no perfil e fazer a graça/fama diária. Ninguém está discutindo periferia, favela, ou o que se faz ou que se deixa de fazer nesses lugares, está havendo sim uma revelação involuntária de como essas manifestações de cultura das comunidades podem acarretar em um distanciamento da criança e do adolescente para com os seus direitos na sociedade e seus deveres perante sua família (e não é de hoje, não mesmo) e isso está sendo feito explorando e humorizando as diferenças, as aparências (diferentes do padrão estabelecido para o belo) e as atitudes dessas mulheres afrodescendentes dançarinas de funk. E isso ainda acontece com outras sim, com a Valeska Popozuda aconteceu e muito no passado, só que ela abriu a boca e mostrou a cara, se defendeu e hoje virou ícone feminista e diva dos oprimidos, também acontece com homens héteros e homossexuais, sejam eles do ramo artístico ou não, acho que você conhece pouco o cenário musical do nosso país. Acho que você devia observar mais, olhar pro passado de maneira mais específica e depois escrever um texto melhor sem chamar de racista os críticos de música, de dança ou simplesmente os preconceituosos de mente fechada (que não são necessariamente racistas). Só um detalhe: eu me masturbo fácil pensando na Carol e ela nem precisa estar de cabeça pra baixo.

     
  54. facebook

    18/05/2013 at 20:48

    Bonde das Maravilhas, Valeska Popozuda, É o Tchan, Gretchen, Mr Catra, Luan Santana, Restart, Latino e etc marginalizados? Sofrendo repulsa pela sociedade brasileira e pelas mídias? Sinceramente acho que quem está sofrendo esse preconceito são os músicos comprometidos com uma coisa chamada QUALIDADE que infelizmente essa geração não está tendo a oportunidade de conhecer, e os que tem, precisam procurar agulha no palheiro!
    Eu não sei de onde vcs tiraram essa odeia se o que mais as mídias e a sociedade aplaudem são iniciativas desse aspecto, não a toa, os citados estão (ou estiveram) no auge da fama e ganhando dinheiro encima dos analfatóteles que dão ibope para isso. Vide esse post para reforçar e legitimar minhas palavras.

     
  55. Katia Regina Gomes da silva

    18/05/2013 at 19:59

    Eu penso o seguinte: Sou negra,favelada,cursando o nível superior em uma universidade pública,a vida inteira percebo como há uma hipocrisia e racismo velado em nossa sociedade.O problema quando há uma ousadia de um grupo social desprevilegiado, pobre,favelado entenda como quizer,ou seja, a elite,mídia despresa porque não é do gosto deles.Assim foi com o samba,era coisa de vagabundo,preto,bandido,mas agora o samba presta porque ganham dinheiro em cima dos pretos,favelados e mulheres brancas de classe média, alta,ricas precisam ganhar fama,dinheiro,arrumar casamento,ou melhor, em benefício deles a coisa tem que andar na lógica deles.Porque eles que mandam neste País.Então quem tem tomar vergonha na cara são os pobres e negros se gostar ficar altura na moralidade.E ter a consciencia que eles podem tudo agente preto e pobre não.Infelizmente a coisa funciona desta forma isso se quizer ter o respeito indiretamente.Porque se usam a mídia para reprimir as minorias,na verdade a repressão é muito além disso eu tenho certeza e consciencia do meu lugar nesta sociedade .

     
  56. Izabela

    18/05/2013 at 19:43

    Desculpe, mas a coisa aqui não tem nada a ver com preconceito ou racismo: o funk é ridículo, pejorativo, nojento e irritante, seja ele interpretado/latido/zurrado/rebolado por negras ou brancas. Desde É o Tchan – aquele ‘fenômeno’ absurdamente carregado de feromônios e de audiência – à famigerada Gretchen, creio que o discutido aqui não é racismo. É ao quão baixo o nível do brasileiro se encontra, por considerar tal lixo cultural uma referência, lamentavelmente seguido pela juventude acéfala do nosso país. Lamentável, tudo isso!

     
    • Lourdes

      24/05/2013 at 07:18

      Izabela, o país está de portas abertas. Pode ficar à vontade pra sair…

       
    • Vania Coelho Mendes

      21/07/2013 at 14:31

      PRECISAMOS CONHECER REALMENTE O QUE É ESTE RITMO A Q CHAMAMOS FUNK,ANTES DE CLASSIFICÁ-LO COMO RIDÍCULO, NOJENTO E OUTROS ADJETIVOS MAIS. ALGUMAS LETRAS SÃO POBRES, DE CUNHO MERAMENTE SEXUAL, MAS O RITMO FUNK NÃO É SÓ ISSO. ACHO Q O PRECONCEITO ADVÉM POR SER UM RITMO DE ORIGEM AFRO E Q POPULARIZOU-SE NAS PERIFERIAS. VEJO O PRECONCEITO COM RELAÇÃO AO FUNK COMO TUDO Q PROVÉM DA CULTURA AFRICANA.

       
  57. Vinícius Lima

    18/05/2013 at 19:37

    E mais uma coisa: Ao invés de criticar com ferocidade cega quem tem um ponto de vista diferente, peguem suas filhas com idade entre 13 e 20 anos, vistam roupas bem curtas, façam um vídeo delas dançando como elas e postem aqui pra gente ver! Exposição da filha dos outros é lindo! Eu seria hipócrita se dissesse que é legal só por elas serem negras. Repito o que disse pra um idiota que me fez um ataque pessoal na minha primeira postagem: OS NEGROS NÃO PRECISAM QUE SINTAM PENA DELES! Um crítica construtiva é bem vinda pra negros, brancos, asiáticos e até para os idiotas!

     
  58. Otacílio Favero de Souza

    18/05/2013 at 18:31

    Pessoal. Gostaria de exaltar, aqui, minha profunda gratidão e alegria, por estar sempre tendo o trazer de ler os textos de Paulinha. Creio que ela é o que tem de mais positivo, coerente, digno, posturial nesse país. Paula, cada vez que leio teus escrito fico mais fortalecido e acreditando que tudo ainda é possível. Gostaria de poder fazer algo, melhor que escrever que não é meu forte, para te dizer: você é a expressão máxima da luta do povo negro brasileiro que tenho visto nos últimos tempos.
    abraço

     
  59. Karoline F.

    18/05/2013 at 14:20

    Reblogged this on The Columnist.

     
  60. Mauricio

    18/05/2013 at 05:21

    Muito legal o texto. Está me fazendo rever ou refletir minha mentalidade elitista African-American, que no fundo diz que nem tudo é lícito a nós negros. Por exemplo, pros meus amigos negros estadunidenses por mais que seja legitimo a um afro-descendente, não se deve reforçar clichê. algum que tenha sido imposto pela mentalidade racista. Ainda não tive a oportunidade de perguntar a eles o que acham dos grandes artistas negros que construíram fama e riqueza justamente explorando a sensualidade que se nos diz inerente. Pra citar alguns, Michael Jackson, James Brown, Beyoncé, Rihanna.

    Gloria von Thurn und Taxis ficou famosa aqui na Alemanha com essa declaração “Afrika hat Probleme nicht wegen fehlender Verhütung. Da sterben die Leute an AIDS, weil sie zu viel schnackseln. Der Schwarze schnackselt gerne.”. Algo como: o problema dos africanos é que eles gostam demais de “furunfar”.

    Sem dúvida a relação que o afro-descendentes tem como corpo e com o sexo é uma característica étnica-cultural. Não devemos nos esquecer que fomos forçados a assimilar raízes de matriz judaico-cristãs, onde tudo que é relativo ao corpo é pecado. Um amigo meu alemão me observou uma vez de que as negros e negras baianas riem com o corpo inteiro. E não é que é mesmo? Eu pelo menos.

    Eu continuo achando qualquer exposição explicita da sensualidade da mulher negra como um problema, e pra dizer a verdade pouco me importa o que Gretchen ou Valeska Popozuda fazem com seus “patrimônios”. Eles que são brancos que se entendam. O que eu estou passando a questionar é onde estão os limites (se é que haja algum) entre identidade étnica afro-descendente e grilhões do sistema racista.

    Abs

     
  61. fagner

    18/05/2013 at 04:01

    o quadradinho de 8 esta errado somente pq são elas que estão fazendo, se fosse caetano veloso ou chico Buarque, todos diriam que estava nascendo um primor da poesia moderna!

     
    • Vania Coelho Mendes

      21/07/2013 at 14:22

      Amo Caeteno e Chico,mas concordo com vc.

       
  62. José Ribamar

    18/05/2013 at 01:05

    Quem eu vejo com o senso seletivo aqui é você, que quer a todo custo levar a discussão pro lado da cor da pele. (esse argumento só encontra base na mente de pessoas que alimenta o racismo como uma forma de separação racial, não precisaria existir um dia do negro, como não existe o do branco pra lembrar o que somos, essa discriminação só vai acabar quando todos pararem de falar nela). Por mim pode ser branca, preta, rica, pobre, o diacho. qualquer uma que se vulgarize como elas fizeram, merecem o rótulo imposto a elas, se você gosta de brancas de cabelos lisos pra saciar sua lascívia, é problema seu, agora não venha distorcer o que eu disse, até porque tenho namorada a qual respeito e não preciso das suas manias, da qual deve usar frequentemente já que julga os outros assim. Não gosto da “vulgarização da imagem da mulher”, como você destacou, pode ser de todas as raças e credos, bonita ou feia. Quem quer respeito tem que se dar o respeito. O que essas menores deveriam estar aprendendo é como conviver numa sociedade que cada vez mais julga e critica o comportamento que está fora do seu “padrão moral”, se elas querem uma forma de se expressar existe várias, mas não vai ser desse jeito, com essa exposição ridícula e gratuita do corpo que conseguirão isso. “Até pra ser puta antigamente tinha que se aprender a ser uma dama primeiro”.

     
    • Leilany Santos Moreira

      18/05/2013 at 09:10

      Não estamos no mundo do antigamente igual a você. Estude história primeiro para depois vir discutir Dia da Consciência Negra, olha que eu disse ESTUDE. Quem dita o padrão moral? E por que o corpo da mulher não pode ser exposto? Você tem nojo? Então não olhe, não assista, não dê Ibop. Volte-se para sua cultura europeia e vamos ficar muito felizes em te ver lá, e vamos até te respeitar por isto. Mas não venha com sua moral e com sua visão antiquária dizer o que a nós mulheres é certo, bonito, elegante fazer.

       
  63. André Luis Elizio de Souza

    17/05/2013 at 21:04

    Sou totalmente contra estas bandas e musicas que tratam as mulheres como p…, e contra estas garotas que se prestam a este papel.
    Assim como sempre fui contra as dançarinas do Tchan, ou a Banheira do Gugu, e sempre fui contra aqueles concursos infantis em que as crianças imitavam estas dançarinas.
    Não e uma questão racial para mim, porque acho este comportamento ridículo em brancas, negras, ricas, pobres, ou qualquer outro grupo. Venho de família meio branca e meio negra, e nunca vi diferença entre negros, brancos, amarelos, etc. A única diferença é a cor da pele, e só!
    Já fui um cara pervertido e promiscuo, admito isto. Mais questões sexuais não devem ser levadas levianamente. E tem que ser feitas conscientemente. Estas músicas, na cabeça de jovens garotas sem muita cabeça (bom senso, não instrução), são danosas.
    Sou pai e professor, e já vi muitas jovens desperdiçando suas vidas nestas festas, ficando grávidas e sendo largadas pelos garotos. Brancas e negras, ricas e pobres. Aliás, vi mais brancas ricas ficando grávidas do que pobres ou negras!
    Quem fala que estas meninas vão ficar grávidas e largadas só por serem negras, ou pobres, realmente é uma besta preconceituosa! Mas isto não vai me fazer gostar de uma banda que espalha a promiscuidade entre jovens, seja esta banda composta por quem for, de qualquer cor ou posição social!

    André Luis de Souza
    Curitiba – PR

     
  64. Herbert

    17/05/2013 at 20:34

    Sinceramente não acredito que tenha a ver com racismo e sim com a qualidade da produção (afinação, estética, letra, etc.). Pois essa aqui e branca http://www.youtube.com/watch?v=o8bnbHWeiYk e eu classificaria no mesmo grupo das Maravilhas.

     
  65. Alexandre

    17/05/2013 at 20:23

    Bonde das Maravilhas, ok
    Mas onde estão as Maravilhas?
    Vejo apenas umas garotas horrorosas, sem sensualidade, escutando um barulho que elas chamm de música, resumindo, de bom ali só a locação das imagens do bairro da Urca…
    Vejo também a propagação de mães solteiras com 10 filhos um de cada pai, jogados por aí pois a mãe não tem nem como sustentar a si própria…
    ESTERILIZAÇÃO EM MASSA JÁ!!!
    O aumento da miséria só vem crescendo e um bando de demagogo defende isso, e coisas piores, pega e leva pra casa então!!!
    Podem me chamar de preconceituoso, não ligo, só não quero um mundo dominado por miseráveis, quero que eles tenham menos filhos, para que tenham vidas dignas e instrução suficiente para não precisar de esmola do governo e nem nossa!!!

     
    • Vania Coelho Mendes

      21/07/2013 at 14:19

      Rídiculo tal comentário.Menininhas de classe média alta também engravidam, só que para esconder a vergonha da sociedade, papaizinho rico banca o aborto. A questão da miserabilidade do país não se resolve com esterilização em massa e sim com políticas públicas sérias.

       
  66. Marcio Tralci

    17/05/2013 at 18:04

    É, digamos, um lugar confortável reprovar o Bonde das Maravilhas e sua dança por conta de sua estética e, baseado nisso, dizer que não se trata de racismo. Pois bem, que tal se deparar com o racismo justamente na avaliação estética da dança? Vocês conhecem a Mapouka? Confiram:

    Então, a Mapouka é uma dança, tchanam, da Costa do Marfim em que as mulheres, tchanam, requebram muito o quadril de costas para o público! Será mesmo que uma dança africana que muito provavelmente forneceu elementos para o surgimento do Twerking nos EUA e para o Funk no Brasil não tem nada a ver com o fato de que essas últimas são vistas como coisa de gente vulgar, sem estudos, promíscua, etc? Esteticamente falando, dançar mexendo o quadril e de costas para a audiência está muito mais presente nas danças de matriz africana do que nas de matriz europeia. Diante disso, creio que fica bem complicado não escapar do argumento do racismo para tentar explicar a gritaria contra o Bonde: ou o racista assume logo que os produtos culturais de matriz africana são inferiores aos de matriz europeia, escancarando seu racismo para que todos possam ver, ou tomamos cuidado com o argumento estético para acusar, julgar e condenar o Quadradinho de 8 (que tem a ver com o quadradinho de 4 também, minha gente! E quadradinho é o movimento de desenhar um quadrado com o quadril! Esse vídeo NÃO se trata de aula de geometria! Ai…)

     
    • Eduardo Diego

      19/05/2013 at 11:41

      O racismo e principalmente o preconceito social está presente nessas críticas, mas também pesa aí um preconceito de costumes. A cultura dita ‘padrão’, da classe social dominante, ainda não lida bem com uma dança que simule tanto o movimento do coito.

      A sexualidade sempre esteve presente na música, mas de forma velada, em metáforas que poderiam ser facilmente compreendidas mas não eram explícitas. “Menina veneno, toda noite no meu quarto só dá você, só dá você’, é diferente de dizer ‘Menina veneno, toda noite no meu quarto te como de quatro, te como de quatro’.

      A sexualidade explícita ainda está vinculada, na cultura brasileira, à promiscuidade, à infidelidade, à gravidez indesejada, etc. Principalmente quando retratada por um grupo tão jovem, pois a sexualidade na adolescência ou pré-adolescência ainda é um tabu, e também por isso a gravidez indesejada nessa faixa etária é mais complicada.

      Em resumo, não nego o preconceito racial, mas ao meu ver o preconceito social e cultural pesa muito mais do que o racismo na hora de tecer as críticas ao Bonde das Maravilhas.

       
    • Messi

      26/08/2013 at 15:17

      A té parece que todos os comentários foram feitos por pessoas incultas e ignorantes, pois o que se discute e se abomina na dança do chamado Bonde da maravilhas não são os movimentos, nem a origem e o ritmo da dança nem tão pouco a cor ou classe social das dançarinas, mas o fato de serem menores de idade em exposição em uma dança com sensualidade exagerada.
      Eu e quem pergunto: Por onde anda o conselho tutelar?

       
  67. Ivan Lopes

    17/05/2013 at 18:02

    Ah, porque essa perseguição toda? Eu respondo:
    “…adolescentes na faixa dos 13 aos 20 anos de idade…”

    Pra quem não entendeu:
    “…adolescentes na faixa dos TREZE aos 20 anos de idade…”

    Sem mais…

     
  68. Rogério Santos

    17/05/2013 at 17:50

    Vinícius Lima,

    Veja o vídeo Aquecimento das Maravilhas com um pouco mais de atenção. Se você fizer isso, você verá que a menina fez quatro com a mão esquerda e três com a direita, mas, assim que percebeu que havia feito a conta errada, abriu o dedo polegar da mão esquerda para completar o oito. Se você viu só a montagem escrota divulgada no Facebook, você foi induzido a erro. Se você viu o vídeo e não prestou a atenção a isso, você é ou desatento ou mau caráter mesmo.

    O seu comentário tem a ver com racismo, sim. Você pode se esforçar o máximo que puder para tentar convencer as pessoas do contrário, mas, na minha opinião, não conseguiu. Há artistas (com ou sem aspas, isso fica a critério de cada um) que fazem danças mais ridículas e música de gosto muito pior do que essa, mas eu nunca vi o público fazer uma execração pública dessas bandas e/ou cantoras tão acintosa e desrespeitosa quanto essa.

    E o fato de você ser negro e curtir funk não atenua em nada a gravidade do que você disse. Você disse isso no final para parecer menos escroto, como se o fato de você ser negro fosse uma autorização ou licença para você desrespeitar essas meninas. A alta dosagem de melanina da sua pele não significa que você é menos escroto.

    E também é engraçado ver pessoas dizendo que não gostam do vídeo por se tratar de uma “vulgarização da imagem da mulher”. Quando uma mulher da cor certa e do cabelo certos faz a mesma coisa, essas mesmas pessoas ficam de pau duro e batem punheta para elas. Mas quando uma negra faz isso, é vagabunda, piriguete e não se dá ao respeito.

    É divertido ver como o senso crítico de vocês é seletivo.

     
    • Vinícius Lima

      18/05/2013 at 19:06

      Só disse no final que sou negro e que curto funk pra mostrar que esse vídeo é reprovado até por quem é negro e curte funk.

      Cara, vc tem problemas muito sérios! Você não entende nada de racismo… Ninguém me contou o que é, não li, não assisti em filmes, EU VIVI NA PELE! Vc fala do eu caráter como se me conhecesse… Isso sim, faz de vc uma pessoa escrota! Sinto um pouco de pena de vc, já que parece ter algum tipo de dívida com os negros, e desde já te aviso: Nenhum negro precisa ser defendido por pessoas como você! Você é do tipo de pessoa que vai aplaudir tudo que um negro faz, tentado dizer pra você mesmo que vc não é racista. Os negros podem ser criticados sim, e isso não faz da pessoa que criticou, um racista. Você é tão imbecil que se ateve a minha crítica ao “quadradinho de 8″, não prestou atenção no que eu escrevi. Vou criticar comportamentos que eu considere escroto, seja de meninas pobres e negras ou de imbecis como você, diz aprovar todo e qualquer comportamento dos negros pra se sentir melhor consigo mesmo. E como vc afirmou, mesmo se fossem branquinhas, loirinhas e com olhinhos verdes, seria uma escrotice!

      P.S- Respeito a sua opinião contrária, mas é fácil desrespeitar uma pessoa pela internet.

       
    • Vinícius Lima

      18/05/2013 at 19:57

      Foi só clicar no seu nome pra perceber a motivação do seu ataque gratuito a mim: Você faz parte da linha “sou negro, sinta pena de mim”. Você é uma vergonha para os negros… Sou negro, sou ser humano, não precisei de cota pra passar no vestibular, não preciso de pessoas que me papariquem por consciência pesada, recebo muito bem as críticas… Vou postar no seu blog quando eu estiver em Salvador, pra vc proferir as suas ofensas pessoalmente.

       
      • Rogério Santos

        20/05/2013 at 09:05

        Você está me ameaçando? Tô morrendo de medo.

         
      • Vinícius Lima

        20/05/2013 at 12:03

        Não Rogério, não estou te ameaçando. Deu pra perceber que você é um pobre de espírito, que analfabeto funcional. O que eu quis dizer, é que você não pode proferir a mim um ataque imbecil, porém feroz sem me conhecer! E pra esclarecer pra você, sobre o que você viu ( burramente) como uma ameaça, foi oferecer a você uma oportunidade de sair da obscuridade da internet e ser “macho” uma vez na vida. Não sou um homem violento, mas palavras como as que vc dirigiu a mim, merecem que sejam dita frente a frente, não acha?

         
    • Eduardo Diego

      19/05/2013 at 11:27

      Será que o tal do Vinícius é realmente é negro e curte funk? Isso fica difícil comprovar, já que ele não logou pelo facebook ou outra rede social.

      No entanto discordo de um ponto do texto: a onda de críticas ao vídeo do quadradinho de oito é proporcional ao destaque que ele alcançou na internet e ao fator ‘inusitado’ da coreografia. Provavelmente um fator de preconceito pesa na hora das críticas, mas o que o autor do texto não observou é que na época do É o Tchan e outras bandas citadas a cultura de memes na internet ainda não estava estabelecida como está hoje. Sequer a internet era tão popular.

      Um exemplo nos dias de hoje: Mc Mayara, a funkeira branca de Curitiba, foi criticada proporcionalmente ao seu sucesso e a peculiaridade da suas letras e coreografia (ambos muito menores que o do Bonde das Maravilhas). O preconceito em questão, a meu ver, está muito mais associado ao grupo social: garotas pobres, de periferia, com uma cultura diferente da considerada ‘padrão’.

      É um grupo social onde, estatisticamente, a baixa escolaridade e a gravidez indesejada ocorre com relativamente mais frequência? Não tenho dados, mas é o que o senso comum diz – pode estar errado, claro. Será que um clipe do quadradinho de oito passaria SEM ser criticado se fosse feito, com o mesmo sucesso midiático, por um grupo branco ou de etnia diversificada?

      O autor cita a Gaiola das Popozudas como exemplo, mas esse grupo sempre foi considerado um tipo de show para o público adulto e de teor explicitamente sexual: basta ver o nome das músicas ‘larguei o meu marido e virei puta’, ‘quero te dá’, ‘do meu cu de cabeça pra baixo’, etc. Como se vai criticar a sexualização de um grupo que é explicitamente sexual? Seria como criticar o excesso de sexo em um filme pornô. E o grupo é composto por mulheres adultas, não por garotas de 13 a 20 anos.

       
      • Vinícius Lima

        19/05/2013 at 19:41

        Eduardo Diego, não tenho NENHUMA necessidade de mentir! Não loguei pelo facebook pq não sabia q era possível.

         
  69. Leilany Santos Moreira

    17/05/2013 at 17:20

    Muito bom o texto!!! Pulei de alegria ao lê-lo, pois tenho tentado fazer com que as pessoas ao meu redor me entendam quando defendo estas meninas. Não sou a favor da exposição exagerada da mulher, não danço funk, mas vivo neste século e convivo com adolescentes, de ambos os sexos e das diversas sexualidades, que amam funk. E como são maravilhosos!!! A geração funkeira não inventou a sacanagem nem a gravidez indesejada, mas os preconceituosos da vez insistem em não aceitar esta verdade.
    Vou aproveitar este texto em minhas aulas.
    Vou deixar um pouco da cultura e da visão que a Mãe África tem das meninas que dançam e são donas de seus corpos. A NUTRIDINHA, DE CESÁRIA ÉVORA (saudosa):

    A nutridinha do sal
    De barriguinha não está mal
    Apesar da pouca idade
    Já vai pra maternidade

    Ó que bela menininha
    Mas como está nutridinha
    Não esconde a barriguinha
    E vai, toda morna, dançar
    Atendeu ao sentimento
    E com muito merecimento
    Aproveitou seu momento
    E não teve medo de amar

    As meninas de hoje em dia
    Não ousam de covardia
    Vão dançar a coladeira
    Com o bebê na algibeira
    Olha só, é tão mocinha
    Mas como está bonitinha
    Dançando até de manhã
    E já é futura mamã

     
    • Taty

      22/09/2013 at 19:36

      Sim eles não inventaram, mas não quer dizer que por não terem inventado, que a gravidez indesejada na adolescência deixe de ser um problema!! E esse problema pode ser amenizado com a educação e não com o incentivo a sexualização precoce.

       
  70. Ernando

    17/05/2013 at 16:55

    Gostei do seu texto, concordo com determinados argumentos seus, mas por outro lado percebo que nessa onda que se chama de hipocrisia, esta nascendo algo que sempre foi apagado do senso comum, independente de cor, classe, moradia, se tem filhos ou não.
    Esta havendo um sentimento de ridículo no publico, antes todos gostavam de bandas que rebolavam ate o chão, mas penso que com essas garotas do Rio, o espectador esta percebendo coisas que mexem na alma, e não com a bunda.
    Entendo que você diz sobre racismo, e hipocrisia social, compreendo sua indignação com o tratamento dessas pessoas perante ao “bonde da maravilhas”
    Elas tiveram muita coragem, para colocar o clipe delas na rede, mas pessoas de diferentes classes e de diferentes meios viram o video como ridículo e mau feito, se fossem 5 loiras lindas dançando, esse mesmo video com os mesmos erros, o que iria ser ressaltado seria exatamente a mesma coisa. Agora sobre a barriga de 9 isso eu concordo, visto que você usou uma colocação muito 10, “filho do primeiro e do segundo casamento, e filho de um e de outro” isso é hipócrita.

    Mas apenas para concluir, as criticas a esse grupo de meninas, variam entre a educação, cor da pele, classe social, e uma coisa que penso que você não levou em consideração no seu texto, a qualidade técnica do grupo, elas sao garotas normais, que querem ser famosas, e elas não tem grana e nem patrocínio (eu penso que não) e as maiores criticas estão exatamente na falta de profissionalismo das moças.

     
  71. Raul Corrêa

    17/05/2013 at 16:14

    Tem que ser muito cego pra não entender que o mesmo problema pelo qual o samba (e o samba-canção) passou está se repetindo com o funk (e todos os outros gêneros de música popular). Daqui a 20 anos as festas “vintage” vão estar tocando com louvor, mas agora é a época de malhar as meninas. Não dá pra entender essa lógica…

    E aí a gente fecha com o João Gilberto:

    Madame diz que a raça não melhora
    Que a vida piora por causa do samba,
    Madame diz o que samba tem pecado
    Que o samba é coitado e devia acabar,
    Madame diz que o samba tem cachaça, mistura de raça mistura de cor,
    Madame diz que o samba democrata, é música barata sem nenhum valor,
    Vamos acabar com o samba, madame não gosta que ninguém sambe
    Vive dizendo que samba é vexame
    Pra que discutir com madame.

     
  72. José Ribamar

    17/05/2013 at 16:06

    O que estava prestes a comentar o Vinícius Lima já respondeu, a repercussão nas mídias sociais se dá pelo conjunto da obra, e não pelo racismo. A Valeska é um exemplo (BRANCO) bem claro e que você mesma citou, se procurar nas redes sociais verá um monte de críticas e ela, o funk tem músicas boas…(Copo de Vinho) única que me lembro agora, mas de resto é uma vulgarização generalizada do sexo e da mulher. É muito fácil criticar, quero ver botar a cara a tapa e reconhecer a hipocrisia da sociedade, se essas meninas não vivessem um mundo marginalizado onde elas iludidas por uma cultura de mídia anencéfala em que fazer vídeos de qualquer besteira é sinônimo de fama e dinheiro, com certeza teriam pensado duas vezes em se submeter ao crivo popular. pois saberiam discernir o senso do ridículo. E isso só vem com uma boa educação e não assistindo TV ou vídeos na internet.

     
  73. Vinícius Lima

    17/05/2013 at 15:37

    Acho que qualquer tipo de comentário deve ser feito com conhecimento de causa. Não creio que haja racismo na repulsa pelo “quadradinho de 8″. Começa pelo fato de um quadrado ter 4 lados… Até a explicação do 8 feito com as pernas, isso era vergonhoso. Passa tb pelo fato de uma das meninas fazer com os dedos, para falar do dito movimento, um 4+3 assinalado com os dedos. Posso citar dezenas de artistas do gênero aqui, que são negros e fazem muito sucesso! A verdade é que o vídeo é tosco, a dança é feia e de mau gosto, a música é ruim… Não tem nada a ver com racismo, na minha opinião.

    P.S- Sou negro e curto funk.

     
    • Robson

      17/05/2013 at 16:32

      Filho, se vc não percebe que elas fazem um oito com a parte de cima do corpo e as pernas, posso dizer que vc precisa de um oftalmo. Isso pra mim é burrice

       
      • Vinícius Lima

        18/05/2013 at 21:04

        Robson, você não sabe ler e o burro sou eu? Aff…

         
  74. Rogério Santos

    17/05/2013 at 14:09

    O problema não está na classe social ou escolaridade, mas na idade. A sua contrariedade se deve ao fato de que elas são adolescentes. Mas eu pergunto: se o Bonde das Maravilhas fosse formado por adolescentes brancas de classe média, não haveria tanta polêmica como está havendo com relação a esse vídeo. Ao invés de execradas, elas seriam elogiadas e colocadas nos programas de televisão como exemplo de sucesso e de pessoas determinadas em busca dos seus sonhos.

    Foi assim com a cantora e funkeira Anitta. Ela lançou um vídeo na internet aos 16 anos, entrou na faculdade de Administração, conseguiu estágio em uma transnacional, mas largou tudo em busca do sonho de se tornar artista e ficar famosa. O Fantástico foi à casa dela fazer uma reportagem totalmente positiva sobre o sonho dela. Por que ninguém fez o mesmo com as meninas do Bonde das Maravilhas? Por que ninguém foi às casas das famílias delas a fim de saber quem elas são, de onde vieram e quais são os sonhos delas? Você acha mesmo que fatores sociorraciais não contam em nada na execração pública que as meninas do Bonde estão sofrendo?

     
  75. Rodrigo

    17/05/2013 at 13:56

    O problema não está na classe social ou escolaridade, raça e etc…
    O problema está em essa dança ser feita por adolescentes que (diria que crianças, pelo menos na idade).
    Independente de onde elas vem, o que cantam e como dançam, o problema maior é que ainda são adolescente. Coisas como essas nos vemos em todo o lugar hj em dia e se tornou até normal. Se fossem mulheres (na idade) dançando assim não iria dar tanta polêmica… Mas adolescentes dançando dessa maneira provocativa é meio constrangedor… É isso!

     
    • Aline

      18/05/2013 at 18:12

      Britney Spears dançava de maneira provocativa antes de seus 16 anos nos anos 2000, contudo sua imagem nunca foi associada a nenhum tipo de constrangimento e depreciação em nossa sociedade… Agora eu me questiono o porquê essas meninas causarem tanta polêmica,se antes delas, existiram tantas Britneys e Miley Cyrus que se apropriaram dos mesmos artíficios dessas garotas e, em minha opinião, abusaram muito mais de conteúdo apelativo e provocativo.

       
  76. Filomeno Matias

    17/05/2013 at 13:27

    Até então não havia me chamado atenção o “Quadrado de 8″… Ouvia falar, via as postagens no Facebook, mas nada que despertasse o meu interesse (tempo e energia) até ler, reler e refletir a respeito deste texto (que até já foi removido do Facebook; (ainda bem que vc Daise tem-no aqui na sua página)… Realmente, causa-me espécie tamanha repulsa contra esse grupo – que agora já sei denominar-se “Bonde das Maravilhas” – pois, pela globo (no faustão, principalmente), pelo SBT e pela Record (programa do gugu) o Brasil e o mundo (já que globo e record têm programação internacional) são brindados com coisas infinitamente piores…!!! Essa indignação contra o “Quadrado de 8″ tem nome e sobre nome: RACISMO…!!!

     
  77. Marcio Tralci

    17/05/2013 at 12:54

    Estive discutindo com algumas pessoas sobre o Bonde. Me espantou como o rechaço foi tão forte. Mesmo em relação a outros funk de teor muito mais pornográfico, nesse em que, particularmente, não enxergo conteúdo sexual, caíram matando. Havia cogitado que elas causam esse espanto pela liberdade com que elas lidam com a topografia corporal e com o dançar sem a intermediação dos homens e que isso pode ser a repercussão de uma emancipação das mulheres. Mas o seu texto me ajudou a ver que tem mais coisa na jogada: um preconceito nunca vem sozinho…Parabéns, Paula!

     
    • Jéssica

      17/05/2013 at 13:41

      Concordo completamente com o Marcio, e o parabenizo pela sua visão e posição, é difícil vermos por aí um homem com essa visão. Um milhão de aplausos!

       
    • luciana s. de frança

      12/06/2013 at 14:02

      VEJAM O CLIPE DESSAS QUE DIZEM MARAVILHAS CHAMADO: PULA ENCAIXANDO NA PICA! NO YOU TUBE QUERO VER ALGUEM DEFENDE LAS DEPOIS DE VER ISSO!

       
    • Taty

      22/09/2013 at 19:27

      Marcio Vc não vê conteúdo sexual no que essas crianças cantam(sic) e como dançam? Sério? Em que mundo vc vive? Olha eu entendo quando se diz que as pessoas devem respeitar a escolha das outras, mas infelizmente não vivemos em um conto de fadas e o fato de nós respeitarmos não quer dizer que outros o farão, portanto essas crianças dão exemplo e estão expostas de maneira trágica, a sexualização da criança pode não ser sadia para ela justamente por não saber lidar ou não poder se defender de ataques tanto a seu corpo quanto a sua dignidade. Emancipação? Fez-me rir…fazem da dança uma maneira de competição de qual é a mais “gostosa”, mediante isso estão tentando provar algo para outros e buscando aprovação, e vc fala em emancipação?Really?

       
  78. luiz

    17/05/2013 at 12:17

    o racismo e a animalização da mulher negra são evidentes nas imagens citadas. há quem n queira ver, mas o racismo existe.

     
    • Crazy

      31/07/2013 at 13:17

      O racismo e a animalização da mulher negra são evidentes no funk, essa é a real.

       
  79. Jose

    17/05/2013 at 11:49

    Elas poderiam ser negras , pardas, albinas, amarelas pobres ou ricas… e a continuar a mesma porcaria ok?

     
    • Márcio Cruz

      19/05/2013 at 07:00

      Nem reparei acor da pela delas, mas uma menina de 13 anos deveria estar se dedicando aos estudos, isso é mais importante, quando eu tinha 13, minha vida era a escola, não tinha tempo para estar inventando modas supérfluas que não iam agregar nada ao conhecimento. Quanto aos outros grupos citados no texto, tem passagem livre pra mim, prefiro um reggae, rock, MPB…

       
      • fernanda

        21/05/2013 at 09:25

        “quando eu tinha treze anos” bla bla bla bla…

        Parem de cobrar dos outros algo que vocês tiveram, as pessoas desse país não tem oportunidades iguais…………………………………………………. ceguetas.

        E ah, meu filho… não é reparar na cor…. o racismo tá embutido na mentalidade do brasileiro…………………………… acorda.

         
      • LolaJardim

        26/05/2013 at 08:25

        Mais mesmo assim Márcio Cruz elas tão seguindo o sonho delas sendo bom ou ruim se você tivesse um sonho você não iria seguir ele sendo bom ou ruim então não critique pois foi a decisão delas e não nossa .

         
      • Ana Silva

        26/05/2013 at 13:02

        Sandy e Junior seguiram o sonho deles desde os 5 anos de idade e em todos os anos (da alfabetização até o final do ensino superior) tiveram as maiores notas das suas turmas. Eles não servem de exemplo pq são ricos e brancos??

         
    • rodrigo

      21/07/2013 at 22:29

      ei viado parece ate q tu er aqueles rockeiros q nao tem nada pra fazer a nao ser falar do funk parece ate q gosta

       
  80. Mariana

    17/05/2013 at 11:16

    Respeito a opinião do seu texto apesar de não concordar. Sei q somente a educação será capaz de trazer um rumo diferente onde os (as) jovens e/ou negras de periferia pagam um alto preço de serem enxergadas como objeto sexual sem oferecer relevância alguma para mim. Abração!

     
    • Alana

      17/05/2013 at 18:23

      Devemos parar com essa ideia de que a educação acadêmica é a única que importa e a única que salvará o mundo desse mal que é a cultura d@ pobre. Sem falar que educação acadêmica nenhuma vai deixar de fazer essas garotas cantarem/gostarem/dançarem funk, porque funk é cultura e por mais que as ideias elitistas tentem destruí-lo com sua ”civilidade” ele continuará sendo. Abraços.

       
      • elainne

        22/05/2013 at 20:17

        gostei,quando temos um sonho nos queremos realiza-los e foi ezatamente isso o que elas fiseram

         
      • Yume

        08/06/2013 at 22:01

        se funk é cultura,então tráfico de mulheres deve ser legalizado.Não se esqueça que as principais vítimas são exatamente essas meninas pobres da periferia.

         
      • luciana s. de frança

        21/10/2013 at 19:57

        Funk não se toca instrumento algum, não precisa ter voz nenhuma, Basta berrar um sexo explicíto de um jeito bem escroto,colocar a mesma batida funk irritante. Então a grande maioria das jovens sem noção,se sentem MARAVILHAS????

         
    • Yume

      08/06/2013 at 22:04

      Sim,e como pagam…..só que na hora da mulher se auto-vulgarizar é assim: todos defendem,dizem que é racismo/machismo/o raio que o parta quem reclama,depois quando viram vítimas de violência masculina,o homem é que é o demônio a ser apedrejado,os gringos é que só pensam besteira….jura,mulherada?? até quando vamos ostentar tal hipocrisia??

       
      • Alice

        25/06/2013 at 20:27

        Vc é a tipica otaria, alienada e manipulada pela mídia, que acha q a culpa de um CRIME não é o criminoso. Pegue es estatisticas, vejam o perfil das mulheres estupradas, fique num IML da vida vendo as mulheres q chegam para fzr corpo delito [senhoras, donas de casa, pretas, brancas, crianças, adolescentes, gordas, magras, “feias”, bonitas. Estupro não é sexo! Se uma mulher está vestida de forma sexy, ela só está vestida do jeito q lhe agrada e não pedindo para ser estuprada. SUA OTÁRIA!

         
      • Camila Canholato

        27/06/2013 at 13:59

        Sexy?! Desde quando elas são sexys???? Elas são extremamente vulgares…

         
      • Renan Costa VianaAspira

        03/08/2013 at 13:18

        Você está dizendo que nós homens somos intrinsecamente estupradores? Porque essa é a única desculpa pra jogar a culpa de um abuso em uma mulher!

         
      • Priscila

        15/08/2013 at 15:03

        Muita asneira pra um comentário só! PQP.. típica otariazinha que fica no portão falando mal das outras que passam de short, vestido, saia.. Só pra lembrar: mulheres de calça larga, saia até o pé, crianças tbm são estupradas! E aí.. com certeza vai arrumar uma desculpinha pra dizer q a culpa não é do estuprador! (Ex: Estuprou criança pq a mãe não toma conta, estuprou fulaninha pq ela fez isso ou aquilo) Blá blá..

         
      • Victor

        20/08/2013 at 12:30

        Quanta ignorância! Cultura não é só música clássica. Tráfico de pessoas não tem nada a ver com danças sensuais e SIM, QUEM CONTRATA SERVIÇOS DO TRÁFICO DE PESSOAS É QUE ESTÁ ERRADO, não as meninas traficadas, seja lá o que faziam antes. Hipocrisia é culpabilizar a vítima de uma crime tão medonho e dizer que podiam ter evitado se “se dessem ao respeito”.

         
    • luciana s. de frança

      18/06/2013 at 14:41

      Vejam essas maravilhas, de menor! fazendo coreografia rídicula de um funk que fala:PULA ENCAIXANDO NA PICA!no YOU TUBE, E ainda querem fazer funk para as crianças? ABSURDO! Ainda temos que ouvir conversinha que isso é preconceito racial???

       
      • Michael

        08/08/2013 at 16:06

        Vocês, que se acham de uma grande inteligência, por não terem conhecimento aprofundado, saiam de suas casas confortáveis, e não para se manifestar, e sim, pra conhecer pessoas, histórias. Você que odeiam funk, rap, samba, pagode e toda a cultura negra, poluída com que a grande mídia lhe oferece, VOCÊ É PRECONCEITUOSO! eu consigo achar em letras de rock (o gênero mais protegido e preconceituoso), suicídio, apologia à drogas armas…e por aí vai.

         
      • Camila Canholato

        08/08/2013 at 19:39

        Acho que ta moda dizer que tudo é racismo hj em dia neah?! Ninguem (autor do texto) presta atenção que são menores de idade, se exibindo de maneira pornográfica, reproduzindo cenas de atos sexuais, gritando “desce na pika, kika na pica”. Eu Gosto do funk, mas gosto do funk que me acrescenta algo como as letras do Marcinho – ora romanticas, ora críticas… Posições sexuais prefiro aprender nos manuais e por em pratica a dois…

         
    • luciana s. de frança

      02/09/2013 at 16:13

      Quase todos rítimos tem músicas com apelo sexual.más o funk é escrachado até nos envergonha, proibidão que se ouve em todo lugar! Essas maravilhas podem ser até cor de rosa, Só fazem sucesso pela putaria que anda em alta hoje.Talento em mexer cú.isso .Isso é nossa cultura???

       

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